A estudante do 2º ano do segundo grau do Colégio Positivo Christina Thomaz, de 16 anos, não sabe o custo de um tratamento de uma criança acometida de câncer, mas acredita que seu empenho pode ajudar a salvá-la. Christina é apenas um dos 2.300 alunos do Colégio Positivo envolvidos na organização da ‘‘Posifest’’, marcada para 17 deste mês, no pavilhão de exposições do Barigui, cuja renda será revertida à ala pediátrica do hospital Erasto Gaertner, de Curitiba, especializado no tratamento de câncer.
Parte da renda da festa deste ano também será destinada à Associação Criança Renal, do hospital Pequeno Príncipe.
‘‘Neste ano a gente quer ver se bate o recorde’’, diz Christina. Nas três edições anteriores, a ‘Posifest’ conseguiu R$ 71 mil, integralmente destinados à ala infantil do Erasto Gaertner. As duas primeiras festas renderam R$ 20 mil cada e a última, do ano passado, R$ 31 mil.
A conscientização para o empenho na realização da festa os alunos do Positivo têm encontrado nas palestras sobre os hospitais que atendem crianças, suas dificuldades de recursos oficiais, em fotografias das crianças e, ainda eventualmente, em visitas às que estejam internadas. ‘‘Depois de ver tudo isso, mesmo os mais preguiçosos não têm como deixar de ajudar, porque vale muito à pena’’, diz Christina.
A festa do Positivo é uma espécie de ‘‘Feira das Nações’’, em que os alunos escolhem um tema, correm atrás de recursos para montar as barracas, arranjam cozinheira para o preparo de iguarias e destinam o resultado da comercialização para as instituições de saúde. A equipe que obtiver melhor resultado ganha uma viagem como prêmio. A classe dela e da amiga Ana escolheu o México como motivo. ‘‘Por ser um país alegre’’, dizem.

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