Curitiba- Uma festa de 15 anos, na noite de sábado, virou palco de tragédia, na madrugada de domingo, que resultou em seis mortos, no bairro da Barreirinha, em Curitiba. Um caminhão desgovernado matou cinco pessoas que estavam saindo da festa, entre elas duas crianças menores de um ano. Populares revoltados, lincharam o dono do caminhão, matando-o a pedradas e pauladas.
O acidente ocorreu por volta da uma hora da madrugada de ontem, quando o dono da casa onde estava acontecendo a festa, Altair Carmo da Silva, estava saindo em seu Ford Kadett para levar seus sobrinhos embora. Altair estava comemorando a festa de 15 anos de sua filha, Daiana do Carmo Silva, na casa onde morava na Rua Augusto dos Anjos.
Conforme contaram populares, na mesma hora o motorista Claudimir Batista Severino, 45 anos, estaria saindo, bêbado, segundo testemunhas, de um bar localizado duas quadras acima da casa de Altair, para ir para casa. A rua é uma ladeira e Claudimir morava na quadra de baixo onde estava acontecendo a festa. Tentou acionar o motor do seu caminhão, um Volkswagen 13.130, que não pegou. Não se sabe se ele queria soltar o veículo de ré para pegar no tranco ou se ele queria chegar em casa de ré mesmo. O fato é que ele soltou o caminhão.
Como o motor não pegou, o freio também falhou e o caminhão foi parar em cima do Kadett, quando o veículo já estava cheio de gente, se preparando para arrancar. Antes de atingir o carro, o caminhão ainda atropelou o jovem Willian Marcelo Mendes, 14 anos, que foi internado no Hospital Evangélico. O hospital não deu informações sobre o estado de saúde de Willian.
Dentro do Kadett, morreram Claudia de Andrade Dias, 17 anos, Cleber Andrade Dias, 23 anos, Vitória da Cruz Dias, 1 ano e Samara de Andrade Kruger, 8 meses. A mãe de Vitória, Sirley da Cruz Dias, 19 anos, que estava dentro do carro, também foi encaminhada ao Hospital Evangélico e estava em observação. Altair, dono da casa e motorista do Kadett, morreu na ambulância à caminho do hospital.
Conforme a sala de imprensa da Polícia Militar, integrantes do Corpo de Bombeiros e do Siate levaram mais de oito horas para remover o caminhão sobre o carro. Segundo policiais, ainda na operação, ouviam-se pessoas agonizando e em desespero. No hospital, Sirley estava extremamente nervosa e ansiosa por ter sido impedida de ir ao velório da filha, Vitória.
O Instituto Médico Legal liberou os corpos das vítimas somente no final da tarde de ontem. O corpo de motorista que provocou a tragédia foi liberado no meio da tarde, pela esposa Aurea Neris da Silva Batista. Os familiares das vítimas estavam providenciando um velório conjunto na capela São José do cemitério de Almirante Tamandaré. A previsão é que o enterro ocorra na manhã de hoje no mesmo cemitério.

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