Festa das Nações reúne pais e alunos
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Larissa Costa Leme, 9 anos, adorou aprender a montar origamis durante uma oficina realizada no ano passado na Escola Municipal Melvin Jones (Zona Oeste), onde cursa a quarta série do ensino fundamental. Ontem pela manhã, ela mostrou à mãe, às professoras e aos pais dos companheiros de escola tudo o que aprendeu em uma exposição dos costumes japoneses, preparada pelos alunos da quarta série para a mostra cultural realizada no colégio anualmente.
Marina Romeira da Costa, mãe de Larissa, contou que depois da oficina, a filha tornou-se ''fanática pelo Japão''. ''Eu também participei das oficinas e para nós o origami foi mais do que uma atividade, foi uma terapia'', confessou Marina, destacando a importância da mostra ''na criação da identidade cultural das crianças''.
Batizada de ''Festa das Nações: o mundo visto através das lentes infantis'', a mostra deste ano contou com a participação de 120 alunos, que apresentaram danças, costumes e até comidas típicas da África do Sul, Austrália, Índia, Itália, Japão e também as riquezas do Brasil. Os temas foram distribuídos entre as séries e o conteúdo foi trabalhado em sala pelas professoras desde o primeiro dia de aula deste ano letivo.
De acordo com a diretora, Telma Andrade de Carvalho Pitta, os 15 alunos da Educação Infantil falaram sobre os alimentos típicos brasileiros, com textos e ilustrações do País. ''Eles fizeram sucos e trouxeram frutas, castanhas, cocada e outros alimentos da nossa cultura'', destacou.
Já os alunos da primeira série do ensino fundamental estudaram a Itália, com destaque para as cidades de Roma, Pompéia e Veneza. ''A professora trabalhou com eles o texto original do conto infantil Pinóquio e durante os estudos os alunos aprenderam, inclusive, a falar algumas palavras em italiano'', comentou a diretora, ressaltando que a turma preparou ainda uma mostra da culinária italiana. ''Eles fizeram polenta de forma tradicional, na tábua, como antigamente.''
Os 27 alunos da segunda série discorreram sobre a Austrália, mostrando os costumes aborígenes, a colonização inglesa, animais, alimentação e o bumerangue. Para os 44 alunos do terceiro ano, os temas da mostra foram a Índia e a África do Sul, com destaque para a apresentação de uma dança africana.
''Todos os anos fazemos o evento e a escola toda se une com o objetivo de mostrar o avanço e o aprendizado dos alunos. Este ano, resolvemos fazer algo que mostrasse a globalização'', justificou Telma. Segundo ela, o resultado foi bastante positivo, já que as crianças interagiram com os trabalhos e se mostraram interessadas em aprender.
''No projeto eles foram alunos e também professores'', comentou a diretora, lembrando da história do aluno Vinícius Sanches Pelegrino, da quarta série, que, aos 9 anos, soube aproveitar bem uma oportunidade que a vida lhe apresentou. ''No ano passado, durante as oficinas de origami, ele fez um dragão vermelho que chamou a atenção de uma vizinha. Ela acabou encomendando um origami para ele, o que o motivou a ensinar outros vizinhos e familiares a trabalhar com papel. Com o dinheirinho que ele ganhou, comprou um tênis novo'', contou Telma.


