Festa colorida para os calouros da UEL
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segunda-feira, 14 de março de 2016
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local
Lágrimas, risos, gritos de comemoração e muita farinha, pó colorido e ovos marcaram a festa do resultado do Vestibular 2016 da Universidade Estadual de Londrina (UEL), realizada ontem no Aterro do Lago Igapó. A explosão de alegria começou ao meio-dia com a distribuição de 2 mil exemplares do caderno especial produzido pela Folha de Londrina com a lista dos aprovados. O evento foi promovido pelo pelo Grupo Folha, Folha de Londrina, Portal Bonde, em parceria com a Rede Massa e Massa FM.
Para alguns estudantes, as lágrimas eram de alegria por ver o nome impresso no jornal e a comprovação de que o esforço de um ano todo foi recompensado. "É uma sensação de alívio. Foi um ano muito cansativo e agora é só comemorar", disse Camila Aparecida Antunes, de 17 anos, aprovada para o curso de Física.
Para outros, o choro significou retomar a rotina de estudos e preparação para o vestibular. "Faltou esforço. Meus pais acreditavam muito em mim. Agora vou fazer cursinho de novo e tentar outra vez", falou, entre lágrimas, Maria Luiza Lamindas, de 17. Este foi o primeiro concurso que ela fez e estava esperançosa de ingressar na faculdade de Ciências Contábeis.
Nem todos ficaram tristes com a reprovação. João Pedro Alves, de 18, apesar de não ter passado na UEL, decidiu comemorar com os amigos a aprovação na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)). "Passei para Engenharia Mecânica. Mesmo não passando na UEL tem que fazer festa igual."
Os amigos José Antônio Mendes, de 21, e Renan Carvalho Lopes, de 19, foram aprovados para Biologia. José Antônio prestou três concursos até poder comemorar o ingresso na UEL. "Estudei em casa e a internet foi minha amiga."
Renan estava muito emocionado. "Não tem nem como explicar (o sentimento), foi uma batalha o ano todo. Agora é uma explosão de felicidade."
Depois de tentar duas vezes, Thais Savio, de 18, agora é caloura de Engenharia Civil. Ela considerou a prova muito difícil e ficou surpresa com o resultado. "A prova da UEL tem a característica de humanas e eu sou das exatas. Mas deu tudo certo."
Para a futura médica Lissa Niekawa, de 19, ter sido reprovada no ano passado foi importante para o sucesso este ano. "Tive a chance de aprofundar o conteúdo e selecionar melhor as matérias. Não estou nem acreditando que passei", vibrou.
A festa dos aprovados foi animada por DJs e pela dupla sertaneja Sinésio e Henrique. Os novos calouros festejaram com os professores do Colégio Maxi, NeoDNA, Sigma, Universitário, Unifil e UEL, patrocinadores do evento.
Muitos pais também participaram da festa para comemorar. A promotora de vendas Márcia Maria Ribeiro Lopes não se continha de alegria. "Minha filha passou para Medicina", dizia para quem passava por ela, com o caderno com a lista dos aprovados na mão. A filha dela, Camila, foi aprovada para Medicina em seis universidades. "Ela vai ficar aqui; é o sonho dela estudar na UEL."
O caminho até as aprovações não foi fácil. Márcia conta que andava a pé e vendia pão de queijo para pagar o cursinho da filha. "Para quem vem de uma classe social baixa, ter a filha aprovada em Medicina é muito orgulho. São muitos os empecilhos. Ela quer ser médica da família", disse. Camila cursava o 5º ano de Engenharia Ambiental na UTFPR, mas desistiu do curso para seguir seu sonho na Medicina. A mãe aguardava ansiosa a chegada da filha para comemorarem juntas.