Mais uma vez, londrinenses se reuniram nos jardins do Museu Histórico Padre Carlos Weis para celebrar a chegada da primeira caravana de desbravadores à região. A data, comemorada todo dia 21 de agosto, foi festejada na tarde de ontem e contou com a presença de dezenas de pioneiros e seus familiares. Foram realizadas apresentação de taikô - para lembrar o ano do Centenário da Imigração Japonesa - e um culto ecumênio, seguido de confraternização.
A diretora do Museu, Angelita Visalli, lembrou que a data foi instituída em 1984 com o objetivo de reunir e homenagear as pessoas que ajudaram a construir a história da cidade. ''A festa se tornou uma tradição e é uma oportunidade de relembrarmos os primeiros tempos da história de Londrina. Não sabemos ao certo quantos pioneiros existem no município hoje, até mesmo porque muitos deles nós descobrimos somente quando falecem e a família nos comunica. Mas acreditamos que há cerca de 100, pelo menos. São pessoas importantes, a identidade londrinense'', disse.
Alguns familiares vestidos a caráter simbolizavam os países de origem dos desbravadores: alemães, japoneses, portugueses, espanhóis, italianos, árabes, poloneses e lituanos. Antes de começar a cerimônia o pioneiro Omeletino Benatto tocou o tradicional sino para dar início à festa.
Pela primeira vez, o pioneiro Demetrio Fortes Rodrigues, 96 anos, compareceu à comemoração. Para ele, que chegou em Londrina em 1935, vindo do Estado do Rio de Janeiro, foi uma ótima oportunidade para se encontrar com velhos amigos. ''Encontrei gente aqui que não via há anos. Me sinto um londrinense nato porque nunca mais saí daqui depois que cheguei'', comentou.
A pioneira Silvandira Ferraresi de Almeida, 79 anos, lembrou que chegou em Londrina com 9 anos de idade, quando sua família abandonou a cidade de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, para trabalhar com a comercialização de madeira na região. Frequentadora da festa há alguns anos, dessa vez ela foi convidada a tocar o sino junto a outros pioneiros. ''Fiquei bastante feliz'', disse, empolgada.
Já Relindes Scholze Vaz, 70, lembrou de quando a FOLHA ainda era um folhetim. ''O jornal era pequenininho e a sede ficava lá na Rua Guaporé, me lembro até hoje. É muito bom ver a cidade passar pelo progresso e mudar. Me sinto muito feliz com a homenagem,'' afirmou.

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