Fertilização ''reverte'' vasectomia
''Já me sinto grávida.'' Com esta frase, a advogada Juliana (nome fictício) comemora o resultado do tratamento para fertilização in-vitro, que começou no mês passado com o médico Gilberto Almodin. A confirmação ou não do sucesso do procedimento virá no próximo dia 3, com um exame de sangue. ''Desde o começo eu sabia que se quisesse engravidar, teria que ser assim'', conta, referindo-se à vasectomia feita pelo marido durante o casamento anterior.
Ela alerta, porém, que a utilização da técnica exige muita dedicação. ''É preciso fazer vários exames, depois tomar os medicamentos dentro de horários rígidos. A gente fica muito ansiosa''. Ela revela que um dos momentos de grande dúvida do tratamento foi em relação ao congelamento dos embriões. ''Decidimos congelar para que eu não precise me submeter à coleta de óvulos novamente, caso a fertilização não dê certo desta vez.''
Na clínica de Almodin, os embriões congelados têm um prazo de 3 a 4 anos para utilização. Depois, ficam disponíveis para doações. Para o médico, o embrião só tem um destino possível: o útero de uma mulher. ''Cada embrião é uma semente e eu tenho que fazer tudo para que ela vire uma vida'', diz. (S. L.)





