Nascido em Santos (SP), Jairo Teixeira Diniz tinha 13 anos, no começo da década de 30, quando chegou a Presidente Prudente com a família e foi trabalhar de auxiliar em farmácia. O pai, Jonas Diniz, exercia a profissão de dentista. Caçoando de si mesmo, Jairo diz que se formou em ''burrice e jumência'', embora tivesse vocação para medicina. A família mudou-se para Ourinhos, em 1935, e ele ingressou na Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, no dia 2 de maio de 1936, a convite de Antônio Lopes, chefe de um dos setores na administração.
Em 1948, sem deixar de ser ferroviário, Jairo foi o primeiro locutor de rádio em Ourinhos, inaugurando a ZYA-3, Difusora, com o pseudônimo Norton Cunha. É de sua autoria a mensagem de louvor ao jaracatiá (árvore-símbolo de Ourinhos), escrita em placa de bronze que o poder público colocou na praça central da cidade em 21 de setembro de 2001.
Trabalhando na ferrovia, Jairo passou a conviver com o engenheiro-chefe James Lister Adamsom e o superintendente Wallace Hepburn Morton, ambos escoceses. Entre os dirigentes, havia os que não eram ingleses, apesar dos nomes: Herrington Smyth (secretário do superintendente), uruguaio; e Alastair Tarrel Munro (chefe de locomoção e traçado), paraguaio.
''Quando a Rede assumiu a São Paulo-Paraná, em 15 de junho de 1945, o meu chefe indicou-me para substituí-lo'', recorda Jairo. ''Era uma festa!'', conta Jairo, lembrando quando embarcava em um vagão especial, ''o pagador'', entrando pelo Norte do Paraná, de estação em estação, levando o dinheiro dos salários, motivo de alegria e de recepções com cerveja.
Com 41 anos de serviço, Jairo aposentou-se, no cargo de assistente do engenheiro-chefe da Residência, e permaneceu em Ourinhos, que viu crescer e onde constituiu família.(W.S.)

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