Ferramenta a mais para aprendizagem
Fantasia e realidade se misturam quando o assunto são as lendas urbanas. Esses ingredientes, avalia a psicóloga clínica Pâmela Salles, podem fazer destas histórias uma ferramenta a mais na hora de trabalhar conteúdos escolares com a criançada. "As lendas envolvem uma transversalidade de disciplinas, como geografia e história", pontua.
O mesmo defende a servidora Marli Meisen Bleinroth, bibliotecária de Londrina que organizou em 2012 uma compilação de lendas urbanas do Norte do Paraná. O projeto, baseado em pesquisas em livros e jornais, deu tão certo que ganhou novas edições nos anos seguintes, destacando as memórias de Londrina. "São locais que as pessoas conhecem, que podem ser percorridos", observa Marli, ao citar, como exemplo, as lendas da noivinha que aparece na estrada da Warta, o galpão assombrado do aeroporto em que acreditava-se ouvir o choro de uma criança após um desastre de avião e dos fantasmas de prisioneiros acorrentados no Teatro Zaqueu de Melo, antigo Fórum e hoje Biblioteca Municipal.
"A experiência que temos é que tudo o que você utilizar de forma criativa, que consiga prender a atenção das crianças, vale a pena para a leitura - o nosso principal objetivo", define a servidora.
Neste ano, o projeto municipal envolvendo as lendas ganhou o nome de "Lendas Urbanas: Palavras que Lembram o Café", em alusão ao grão que impulsionou o desenvolvimento de Londrina. As contações de histórias trazem o elemento da cultura cafeeira e já estão acontecendo nas bibliotecas públicas locais.(A.L.)





