- O Fundo Municipal de Saúde tem recursos suficientes para concluir as obras em postos de saúde de Londrina.
A afirmação é do ex-superintendente da Autarquia Municipal de Saúde, Sílvio Fernandes, que deixou o cargo em 31 de dezembro. Fernandes diz que o atual superintendente, Agajan Der Bedrossian, está ‘‘equivocado’’ ao dizer que não há recursos para concluir as obras. Bedrossian afirma que a gestão anterior iniciou as reformas e ampliações sem recursos para terminá-las. Às acusações, o ex-superintendente responde que, se há uma ‘‘herança’’ da gestão anterior, foi o dinheiro depositado no Fundo Municipal.
‘‘Se deixamos algumas obras inacabadas, foi por falta de tempo hábil, não de dinheiro’’, comenta Fernandes. ‘‘Muitas unidades já foram concluídas e inauguradas no ano passado, funcionando com capacidade ampliada. Exemplos são os postos do Milton Gavetti, Ruy Carnascialli, Warta e Piza/Roseira’’, afirma o ex-superintendente. Outros, segundo ele, estão com as obras ‘‘na fase final ou intermediária.’’
Fernandes diferencia o caso do posto de saúde dos conjuntos Armindo Guazzi/Giovanni Lunardelli, que vem sofrendo depredações. ‘‘Essa obra era financiada pela prefeitura e pelo Governo do Estado, através do antigo Pedu. Como houve um impasse sobre o andamento da construção, rompemos o contrato.’’ Mas, segundo o ex-superintendente, dinheiro também não é problema para que a atual administração conclua essa unidade de saúde. ‘‘Nos últimos meses de gestão, conseguimos recursos para terminar a obra, que aliás já estava quase no fim.’’
Fernandes observa que o dinheiro - cerca de R$ 70 mil - estava no caixa da Autarquia Municipal de Saúde quando terminou a sua gestão. ‘‘Só não terminamos a obra porque não houve tempo de cumprir os requisitos burocráticos que envolvem a compra de material.’’

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