Fermentação também tem uso médico
A professora do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Estadual de Londrina Wilma Spinosa, trabalha em parceria com o chef de cozinha Alex Atala no desenvolvimento de um produto à base da fermentação do mel de abelha sem ferrão.
Mas os processos de fermentação não são úteis apenas para transformar alimentos, aumentado seu sabor e sua funcionalidade. Wilma também vem pesquisando o melaço de soja como matéria-prima para a produção de biopolímero (polímeros produzidos por seres vivos) que pode gerar pele para recuperação de queimados, embalagens para alimentos e, por meio da nanotecnologia, também pode originar polímeros de uso médico.
"O melaço de soja é um coproduto resultante da produção do farelo de soja com alto teor proteico. A gente fermentou o melaço de soja e fez álcool e vinagre e viu que no processo de fermentação cresce aquele cultura iniciadora mista. Estamos em uma pesquisa com a Embrapa de Fortaleza para trabalhar com biopolímero, que tem um valor de mercado altíssimo", disse a pesquisadora. "A gente tem um projeto macro e uma partezinha desse projeto está sendo feita aqui na UEL."(S.S.)





