Até o final da tarde de ontem apenas um agente penitenciário e um detento da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) continuavam hospitalizados, mas sem risco de vida.
O agente penitenciário Norival Carvalho Silva, 41 anos, recebeu uma pancada na cabeça e a previsão era de que ele recebesse alta hoje pela manhã. ‘‘Não sei dizer quem me bateu porque na hora da confusão a gente não vê nada. Quando o Batalhão de Choque entrou na PEL a confusão foi generalizada’’, disse no hospital.
O agente José Roberto Ferreira, 33 anos, teve fratura no nariz por causa de uma pancada. Gilson Batini, 35 anos, teve traumatismo craniano. Ele foi encapuzado pelos detentos que pretendiam usá-lo na negociação com a polícia. Como não deu tempo de negociar, os presos espancaram Batini com canos e pedaços de madeira. O agente Ederval Emerson Batista, 28 anos, sofreu politraumatismo e Vanderlei Vitti Fernandes, 28 anos, teve traumatismos e escoriações genereralizadas porque foi arremessado pelos presos do alto de uma escada de cerca de três metros. Todos foram atendidos no Hospital da Zona Sul.
Os quatro presos feridos foram atendidos no Hospital Universitário (HU). Márcio Geraldo teve um corte na cabeça e precisou receber pontos. José Antônio Gomes foi ferido pelas balas de borracha no tórax e no ombro. Claudio Soares da Cunha, o ‘‘Baianinho’’, era o mais ferido, com lesões na face e ombros. As balas de borracha atingiram ainda uma das pernas de João Maria de Paula, atravessando a pele e alcançando o músculo. Ele foi operado para a retirada dos estilhaços e da pele danificada.
De acordo com o médico José Carlos Lacerda Souza, os ferimentos dos presos são superficiais e nenhum deles ficará com sequelas. Policiais armados faziam a guarda dos presos que foram atendidos algemados nas macas.
A Folha acompanhou a saída do HU de três presos que receberam alta médica ontem à tarde. Eles foram encaminhados para a PEL. Alguns vestiam apenas cuecas. Todos eles apresentavam várias marcas e ‘‘vergões’’ nas costas. Apenas um deles disse que a rebelião foi motivada por maus-tratos. ‘‘Baianinho’’ disse que foi envolvido na confusão por acaso e negou ser um dos mentores do motim, conforme informou a polícia.

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