Enquanto as crianças comemoram a proximidade das férias escolares de julho, aumentam as preocupações de muitos pais que não têm com quem deixar deixá-las nesse período. A solução para muitos é matricular os filhos em diversos cursos, práticas esportivas e colônias de férias. No entanto, essas alternativas exigem critérios, pois o acúmulo de atividades pode sobrecarregar a criança fazendo com ela volte ainda mais cansada às aulas.
''As férias não foram criadas à toa. Elas são importantes não apenas para descansar da escola, mas também para que as crianças possam curtir a casa e passar um tempo maior com os pais'', destaca a pedagoga e professora da Unopar e da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Zuleica Piassa. Ela faz um alerta aos pais que costumam ampliar ainda mais agenda de cursos dos filhos durante as férias. ''Hoje em dia as crianças estão atarefadas demais e isso acaba criando um alargamento infância. Por isso vimos muitos adultos tendo comportamentos infantis'', ressalta.
A pedagoga diz que a melhor forma de evitar esse tipo de problema é deixar a criança brincar. ''As atividades lúdicas proporcionam aprendizagem social. As brincadeiras ajudam a criança a lidar com regras, facilitam a formação de traços de personalidade, permitem o experimento de sensações e trazem inúmeros benefícios em termos psicológicos'', enfatiza Zuleica.
As brincadeiras também podem ter caráter educativo, conforme orienta a professora. ''Durante as férias os pais devem aproveitar a oportunidade de incentivar os filhos a aprender brincando através de jogos e contação de história. Também é um ótimo período para levar as crianças a atividades culturais, como espetáculos de teatro e musicais infantis'', aconselha.
Aos pais que não têm com quem deixar os filhos durante as férias, ela recomenda alguns cuidados na hora de escolher uma colônia de férias. ''Os pais devem ficar atentos à programação propostas pelas colônias, muitas vezes a agenda de atividades é tão intensa que a criança acaba ficando ainda mais estressada. Também é importante verificar itens como segurança e a qualificação das pessoas que irão acompanhar cada atividade. O ideal é que haja equilíbrio entre atividades educativas e de lazer orientadas por psicólogos, professores, recreadores e profissionais de educação física'', observa.
Em relação a cursos, ela diz que a escolha deve ser feita de comum acordo com a criança. ''Não adianta nada obrigar a criança a fazer uma atividade da qual ela não goste. O simples fato de matricular os filhos em diversos cursos sem nenhum critério não é garantia de um futuro melhor para eles.''

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