Férias escolares: um desafio aos pais
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segunda-feira, 09 de julho de 2012
Marian Trigueiros <br> Reportagem Local 
As férias de julho, tão aguardadas pelas crianças, podem se tornar um verdadeiro pesadelo aos pais. Afinal, o descanso é delas, que estão cheias de energia. Deixá-las trancadas dentro de casa, portanto, pode não ser uma boa ideia para ambas as partes. Mas o que fazer para ocupar o tempo livre para que crianças não fiquem entediadas ou coloquem a casa de cabeça para baixo? Felizmente, nessa época do ano, shoppings e clubes oferecem algumas atividades recreativas aos pequenos. Os parques e praças também acabam sendo uma ótima pedida de diversão gratuita ao ar livre.
Aproveitando a trégua da chuva, famílias saíram de casa para desfrutar do primeiro final de semana das férias. Nem o frio conseguiu diminuir a euforia e alegria de brincar sem hora para ir embora. E nessa onde vale tudo: bola, pipa, corrida e muitas guloseimas para sair da rotina. Mãe de três crianças, a manicure Andrea Pereira dos Santos diz que não teve mais como adiar a saída de casa com os filhos. ''Desde o primeiro dia de férias estão me pedindo para passear. As meninas ainda brincam dentro de casa, mas o mais velho queria soltar pipa e jogar bola de qualquer jeito'', conta.
Como praticamente só trabalha em sua residência, Andrea acaba tendo que driblar o tempo livre dos filhos para que não haja estresse. ''Durante a semana é mais complicado de arrumar atividades. O jeito é apelar aos desenhos animados e videogame, pois na rua eu não deixo ficar'', confessa Andrea.
A vendedora Gisela Santos, mãe de João Victor, de 11 anos, já não tem muita alternativa, senão deixar o filho em casa enquanto trabalha. ''Quando temos um tempo livre, tento sair para que ele brinque. É tanta alegria de sair de casa que fica correndo sem parar. Parece um 'bichinho' que saiu da jaula'', brinca a mãe, referindo-se à energia do menino.
Já a secretária Cássia Torres, mãe do pequeno Renan, de 5 anos, conta com a ajuda da colônia de férias da escola para trabalhar. ''Mesmo mudando a rotina nesse período, ele fica cansado do ambiente escolar já que fica em tempo integral. O jeito é deixar gastar a energia no parque ou no condomínio do prédio.'' A última opção, porém, parece não agradar muito o pequeno. ''Não gosto do escorregador do prédio, é de bebê. Esse daqui é mais divertido'', diz, apontando o da Praça Nishinomiya (Zona Leste), onde brincava sem pausa com a coleguinha Gabriela, de 6 anos, filha de Gisele Akemi, que diz que a menina 'coleciona' machucados e ralados nas pernas. ''Infância é isso mesmo; brincar, cair, se divertir.''
Em outro canto da cidade, no gramado do Zerão, o agente de negócios Elizeu Valdrighi corria atrás da bola para brincar com o filho, que está de férias na cidade com a esposa. ''Ainda não somos sócios de nenhum clube, então, temos que aproveitar os parques e locais públicos. Incentivo esse comportamento mais livre, pois, hoje, as crianças têm pouco contato com outras da mesma idade. Além disso, é muito prazeroso participar das brincadeiras com ele. Fazemos algo todos os fins de semana; nas férias, mais ainda'', afirma.
Complicado para quem trabalha o dia todo fora, desafio muito maior para os pais que trabalham viajando. Comissária de bordo, Cláudia Takahashi, conta com a ajuda de sua mãe para cuidar do filho André, de 7 anos. ''É complicado ficar com criança dentro de apartamento nas férias. Já fomos ao shopping, onde é inevitável gastar dinheiro no play. Agora, estamos aqui no parque para ele brincar um pouco'', diz a mãe enquanto comia algodão doce com o filho, guloseima autêntica da infância.


