Férias de julho já podem estar comprometidas
Férias de julho já podem
estar comprometidas
Israel Reinstein
Os grevistas das instituições de ensino federal e o ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, estão preocupados com o calendário de negociação. Para professores e servidores técnicos-administrativos, o prazo para chegar a uma solução estaria apertado, agravando-se com o feriado de Corpus Christi e a Copa do Mundo, além do início das eleições.
Ontem, em reunião com servidores, o ministro reiterou aviso dados aos professores, no dia anterior, que necessitava de uma resposta do movimento até o dia 08, para liberar o salário cortado desde o mês passado. No MEC, o temor é que a partir de junho o governo ficaria impossibilitado de dar reajustes, por causa da lei eleitoral.
Por isso, a tesoureira geral da Associação dos Professores da UFPR (APUFPR), Denise Maria Maia, entende que o prazo de negociação é pequeno, mas acredita que uma solução para o impasse deve sair ainda neste mês. Da mesma forma entende a presidente do Sinditest, Roseli Isidoro.
Denise Maia acredita que essa demora na resolução da greve pode fazer com que o ano letivo seja repensado. Para ela, as férias de julho já estariam comprometidas, devendo ser reestruturada para outro período. Quanto à proposta do MEC, ela informa que o assunto vai ser discutido hoje, em assembléia.
Servidores - Roseli assinala que a retomada do governo federal em negociar com a associação nacional dos servidores é um bom sinal. Desde o dia 27, a categoria não era recebida pelo ministro.
Os servidores querem que o governo assuma a pauta mínima, que congele o projeto de autonomia das universidades, aplique um plano de hieraquização de cargos e salários e requalificação dos funcionários. Queremos que o goveno apresente isso no papel, para não sermos enganados.





