Brasília - As férias estão chegando e para aproveitar este período com tranquilidade é preciso se programar. A preocupação não deve estar apenas focada nas passagens aéreas e reservas de hotel. A saúde não pode ser esquecida. O Portal do Viajante, iniciativa do Ministério da Saúde, dá uma série de dicas para quem quer viajar tanto pelo Brasil quanto para países estrangeiros.

Antes de tudo, para evitar dores de cabeça, é importante ter amplo conhecimento sobre o destino escolhido. O que vai determinar os cuidados a serem tomados em relação à saúde é a região para qual se vai viajar. É preciso saber também se há risco de contração de doenças e necessidade de imunização.

O Portal do Viajante recomenda que entre quatro e oito semanas antes da viagem se procure um médico, informando o roteiro e pedindo orientações contra doenças e lesões – as gestantes devem ter cuidado redobrado. Também é imprescindível evitar viajar doente, pois há risco de que a enfermidade se agrave durante o passeio e que, em determinados locais, não haja ajuda especializada para o caso.

Na mala, tão importantes quanto roupas e acessórios é a "farmácia particular". Alguns remédios devem ser levados. Os documentos de identificação com contatos pessoais, tipo sanguíneo, alergias, diabetes e outras doenças também devem estar à mão.

Antes de viajar, a alimentação deve ser leve, para evitar mal-estar durante a viagem – seja ela curta, de avião, ou mais longa, de ônibus ou navio. Se a viagem for pelos estados brasileiros, é importante se lembrar que o país é tropical e, deste modo, é importante a ingestão constante de líquidos para evitar problemas como a desidratação. Utilizar roupas e calçados confortáveis também pode tornar os passeios mais seguros e agradáveis. Uma dica importante é estar sempre retocando o protetor solar e evitar exposição direta ao sol entre 10h e 16h.

Indo para o exterior – Para Igino Barbosa, assistente na Assessoria de Assuntos internacionais de Saúde (Aisa), a palavra básica para uma viagem internacional bem sucedida é planejamento. "Você tem que saber exatamente para onde está indo, como é a cultura do país, os costumes, a moeda, a alimentação. Já ouvi a história de um servidor de um órgão ligado ao Ministério da Saúde que foi à Índia e teve um problema muito sério com alimentação. Foi parar no hospital e não tinha uma coisa que é fundamental para o viajante: seguro de saúde", lembra. "Os países estrangeiros não têm um SUS como o nosso, que é o maior sistema de saúde do mundo. Lá fora, você não tem cobertura. É importante ter um seguro de saúde", complementa.

Também é importante, segundo Barbosa, ter conhecimento sobre necessidade de passaportes e vistos, clima do país, voltagem elétrica e fuso horário.

Imunização – Uma outra preocupação dos viajantes deve ser com as vacinas. Alguns locais, tanto no Brasil quanto no exterior, são potencialmente perigosos para contração de doenças tropicais. Se você vai para áreas repletas de mata ou praticar turismo ecológico e rural, é necessário se imunizar contra febre amarela pelo menos 10 dias antes da viagem. Confira a lista de municípios com recomendação de vacina.

Também é importante se imunizar contra a malária se o passeio acontecer em áreas endêmicas ou de transmissão da doença – como a Região Amazônica, integrada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Os mosquitos vetores da malária costumam se manter ativos do pôr-do-sol ao amanhecer. Por isso, nesses horários é importante utilizar roupas claras e camisas de manga longa. A aplicação de repelente também é indicada. Ao apresentar algum sintoma da doença – febre, dor no corpo e dor de cabeça – é importante procurar a unidade de saúde especializada mais próxima.

A imunização contra o sarampo e rubéola também é recomendada em caso de viagem internacional. Seguindo esses conselhos, é só seguir boa viagem! Qualquer dúvida, acesse a página www.saude.gov.br/viajante.

Imagem ilustrativa da imagem Férias com tranquilidade
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