O segundo período mais esperado do ano para os estudantes chegou. Junto com as férias de julho chegam também os riscos de acidentes, uma vez que as crianças ficam mais expostas. Em especial quando o tempo livre é gasto literalmente nas ruas da cidade. Como é praticamente impossível e não recomendável impedi-los de brincar, os bombeiros alertam os pais e responsáveis para tomarem alguns cuidados (veja box).
É o que faz a dona de casa Zenaide Aparecida Ferreira Costa, 48 anos, moradora do Conjunto Cafezal, na Zona Sul de Londrina. Ela divide o tempo entre os afazeres domésticos e os cuidados com as sobrinhas, que passam o dia brincando em frente à casa dela. Como a rua não é muito movimentada, ela comenta que fica tranquila, mas que ''sempre tem alguém cuidando das meninas.''
Na tarde de ontem, as sobrinhas Fabíola, 13 anos, Fernanda Carolina, 7, Bárbara Vitória, 7, e a vizinha Maria Eduarda, 6, brincavam de desenhar no asfalto praticamente sem ser incomodadas pelo trânsito. Mesmo assim, Fabíola acha ''perigoso'' brincar no meio da rua. ''Por isso fico aqui para ajudar a cuidar das menores'', garante a adolescente. A opção para o fim de tarde, quando o movimento na rua aumenta, é fazer com que as crianças fiquem no quintal.
O Conjunto Cafezal até conta com áreas de lazer. O problema, de acordo com Zenaide, é que alguns desses espaços foram ocupados por vândalos e usuários de drogas. Pior para as meninas, que acabam tendo de brincar no asfalto. ''É melhor que elas fiquem aqui por perto de casa'', ressalta.
Outra região que até conta com espaço para lazer, mas que não está em condições ideais, é o Jardim Interlagos (Zona Leste). Enquanto a quadra fica tomada pela criançada que gosta de futebol, outros jovens aproveitam a área para empinar pipa, uma das brincadeiras favoritas nos mais diversos bairros de Londrina.
Apesar do local ser cercado por fiação elétrica, os jovens conseguem encontrar espaço para soltar pipa. E a concorrência é tão grande que eles não dispensam o cerol. ''Usamos para nos proteger e para não cortarem nossas pipas'', comentam Diego Alves da Cruz, 15, e Brayan dos Santos, 14.
A dupla aproveita todo o período de férias para soltar pipa com os amigos e garantem que a diversão só termina quando escurece. E Diego diz que também se preocupa com a segurança. ''É um pouco perigoso, mas é só não sair na rua que fica tudo bem'', garante.

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