ALERTA NO CARNAVAL Feriado reduz estoques de sangue Arquivo FolhaBancos de sangue fizeram campanha para incentivar as pessoas a fazerem doações antes do feriado Michele Muller De Curitiba Como grande parte da população curitibana deixa a cidade durante o Carnaval, os bancos de sangue têm seu movimento reduzido pela metade durante os dias da festa. O problema é agravado ainda mais pelo aumento da quantidade de álcool consumida pelas pessoas no feriado. Muitos voluntários acabam inabilitados de doar sangue por ter ingerido bebida alcoólica pelo menos 12 horas antes da doação. Outro motivo de preocupação para os médicos é o alto índice de acidentes de trânsito nesses dias, que geram uma maior demanda pelos estoques dos bancos. A solução encontrada pelo Hemepar – Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná foi atrair mais doadores durante as duas semanas antecedentes ao Carnaval. A estratégia incluiu mala-direta às pessoas cadastradas e um aviso, divulgado nas 40 clínicas e hospitais conveniados em Curitiba e região metropolitana, de que o centro estará funcionando no hoje, segunda e quarta-feira. Segundo a diretora do Hemepar, Elizabeth Ciechonski, mesmo com o trabalho, o número de doadores não aumentou muito nos últimos dias. Mesmo assim, ela acredita que não haverá problemas de falta de sangue, pois estoques de outras unidades da entidade poderão ser remanejadas, em caso de emergência. ‘‘Nós estamos montando uma estrutura para que possamos manter a quantidade de bolsas disponíveis’’, diz. O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná também fez uma campanha para que as pessoas contribuíssem com sangue antes do feriado, já que o setor de doações estará fechado amanhã, segunda e terça-feira. Cerca de 100 voluntários comparecem diariamente ao HC. Na segunda-feira, esse número não deve passar de 40, de acordo com o chefe do Banco de Sangue, Giorgio Baldanzi. ‘‘Mas estamos muito otimistas porque, graças à importância que a imprensa vem dando ao problema, a quantidade de doadores tem aumentado a cada mês’’, conta. O maior problema enfrentado pelo HC nesta época, segundo Baldanzi, é a falta de plaquetas – necessárias principalmente no caso de transplante de medula óssea. Cada paciente precisa, por dia, de plaquetas retiradas do sangue de cerca de oito doadores. A substância não pode ser estocada porque tem validade máxima de cinco dias. Para o feriado, o hospital irá aumentar o tempo de atividade das máquinas que colhem as plaquetas.