Feriado não anima floriculturas
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quarta-feira, 25 de outubro de 2000
Katia Michelle De Curitiba 
A venda de flores nas grandes redes de supermercados é um obstáculo para alavancar o movimento das floriculturas no Dia dos Finados, quando normalmente se observa aumento no comércio desse tipo de produto. Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Flores e Plantas de Curitiba (Sindiplan), Francisco Macedo Machado, há uma concorrência desleal com as grandes redes que acaba trazendo prejuízos às floriculturas, justamente numa época em que elas deveriam lucrar.
Francisco lembra que há oito anos o Sindiplan busca moralizar o comércio de flores em Curitiba, mas até agora não obteve nenhuma conquista significativa no que diz respeito à venda nas grandes redes.Os supermercados compram grandes quantidades de flores e têm condições de praticar preços mais baixos. Quem sai perdendo é o pequeno comerciante, reclama.
Os floristas concordam e não se mostram muito animados com o próximo dia 2 de novembro. O comércio está ruim desde o ano passado. Até o movimento de reforma no cemitério diminuiu, declara a florista Marina Koto. A expectativa é tão baixa, que alguns comerciantes decidiram diminuir o número de plantas adquiridas em relação ao ano anterior. Em 1999 a florista Inês de Jesus comprou 90 galhos fechados de crisântemos - a flor mais vendida no Dia dos Finados - e conta que restaram 30.
Mas se os floristas reclamam da queda do movimento, a própria administração do Cemitério Municipal de Curitiba esclarece que essa diminuição é geral. Os velhos estão morrendo e os jovens não têm interesse em cultuar os mortos, opina o adnministrador do cemitério, Luiz Fernando Félix.
Ele conta que o movimento diminuiu até mesmo nas limpezas, pinturas e reformas dos túmulos. Ainda assim, ontem algumas pessoas procuravam agilizar a limpeza dos monumentos para homenagear os familiares falecidos. Os familiares têm até o próximo sábado para realizar a limpeza, depois disso o cemitério só permite manutenções após o dia 3 de novembro.


