O ano de 2002 começou com muita violência nas rodovias do Paraná. Nas estradas estaduais, só no dia 1º os acidentes chegaram a 58, com um aumento de 57% em relação ao dia 1º de janeiro de 2001, quando houve 33 acidentes. O número de feridos duplicou e a quantidade de mortos triplicou passando de duas em 2001 para seis no último dia 1º.
A violência sentida no feriado de Natal se repetiu no Ano Novo. Dados das Polícias Rodoviária Estadual e Federal mostram uma pequena queda nos acidentes. Enquanto o Ano Novo 2000/2001 registrou 165 acidentes nas estradas paranaenses, este ano houve 155 acidentes. O grande crescimento no número de feridos e mortos, no entanto, mostra que as pessoas estão dirigindo com menos prudência ou pisando com mais vontade no acelerador. Os feridos pularam para 139 no feriado de Reveillon de 2001/2002 contra 56 do ano passado. Ou seja, houve um crescimento de 148%. Os mortos passaram de cinco para nove neste Ano Novo.
Um dos acidentes mais graves aconteceu no Km 51 da PR 467, entre os municípios de Rio Ivaí e Japurá (117 km a nordeste de Umuarama). Às 19:20 horas, o Gol placas BOT 8299 bateu de frente com o Fusca AGW 3378, ambos de Japurá, matando quase toda a família de Leomir Avanci Satim, 42 anos, que ocupava o Fusca. Além de Leomir, faleceram Roseli Avanci Satim, 41 anos e Cleber Avanci Catim, 19 anos, que dirigia o veículo. Márcio Rogério Satim, 15 anos, foi encaminhado com ferimentos graves para o Hospital de Cianorte. Também faleceram Ednaldo Rampeineli Kiss, 23 anos e Inaldo Nascimento, 28 anos, que estavam no Gol.
Quem deixou para retornar ontem do Litoral de Santa Catarina e do Paraná pela BR-376 para não enfrentar filas, se enganou. Por volta das 13 horas, o congestionamento era de quase 30 quilômetros na entrada de Curitiba. O tempo médio de espera para ter acesso a capital paranaense nesse trecho era de duas horas. Os mais apressados seguiam pelo acostamento. A viagem de Florianópolis (SC) a Curitiba, que geralmente demora cerca de quatro horas, levou sete horas ontem.

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