Fera inicia operação especial em Foz
Fera inicia operação especial em Foz
Grupo da Polícia Civil especializado em ações de combate ao tráfico de drogas vai rastrear movimento dos traficantes
Flávio Moura
Especial para a Folha
Ney de Souza
TreinadosIntegrantes da unidade especial Fera, da Polícia Civil, vestidos para entrar em ação em Foz do IguaçuA Força Especial de Repressão Antitóxico (Fera), unidade especial de combate ao tráfico de drogas da Polícia Civil no Paraná, permanecerá uma semana em Foz do Iguaçu a pedido do delegado-chefe da 6ª Subdivisão Policial, Luís Carlos de Oliveira.
O grupo, com sede em Curitiba, é composto por sete homens encapuzados, equipados com fuzis e metralhadoras. As operações começam hoje com ações repressivas, palestras e distribuição de cartilhas informativas.
O objetivo das ações do grupo é controlar o tráfico na região que, segundo o chefe da Divisão de Narcóticos da Polícia Civil e comandante do grupo, Adauto Abreu de Oliveira, vem crescendo com o aumento do consumo de drogas. Foz sempre foi uma das principais rotas da entrada de drogas no Estado, mas agora o tráfico interno está nos preocupando muito, explicou Oliveira.
Para o comandante, embora o combate ao tráfico interestadual seja da alçada da Polícia Federal, a Polícia Civil deve entrar em ação quando o problema atinge a ordem interna. Parece ser o caso de Foz, avaliou.
Além da região de Foz do Iguaçu, a unidades especial também está atenta aos pontos críticos de entrada de drogas no Paraná. Mundo Novo (MS), Joinville (SC) e Ourinhos(SP) são os municípios-chave em outros estados para a distribuição de tóxicos no Paraná.
A meta da Polícia Civil em uma primeira etapa é que o grupo conheça melhor o perfil do tráfico na cidade. O Setor de Inteligência do grupo aproveitará estas ações preliminares para orientar um trabalho periódico a ser desenvolvido daqui para frente, informou o chefe da Divisão de Narcóticos.
Os agentes - a polícia não revelou quantos estão em Foz - trabalharão na localização dos pontos de venda e no rastreamento da movimentação dos traficantes na cidade.
Cão labrador O grupo foi formado há 10 meses nos mesmos moldes do Tigre (Tático Integrado de Repressão Especial).
São duas células de sete integrantes (entre eles mulheres) que receberam treinamento especial com a divisão de elite da polícia norte-americana e com o escritório nacional de narcótico da França.
Para a temporada em Foz, o grupo conta com um cão da raça labrador para a localização rápida de tóxicos. É o único cão desta raça na polícia do Paraná, informou um dos policiais.A raça foi escolhida por ser a mais dócil e eficiente para este tipo de trabalho, disse.
A psicóloga Marly Duleba, coordenadora do Cape (Centro Antitóxicos de Prevenção e Educação), orgão da Polícia Civil, acompanhará o grupo realizando palestras em escolas e distribuindo cartilha informativa entre os estudantes.
O Cape, que conta com 11 psicólogos, faz um trabalho de esclarecimento sobre uso e efeitos das drogas junto a estudantes de todo o Estado. Segundo Marly, a programação em Foz do Iguaçu será definida hoje pela Secretaria Municipal de Educação.





