A maringaense Valdelice Galdêncio da Silva, 19 anos, teve que procurar atendimento no Hospital Samaritano, em Paiçandu, para ter o seu filho. Ela contou que o marido ganha R$ 150,00 por mês trabalhando em uma bicicletaria e que, por isso, não tinha condições de pagar o parto em um hospital particular.
Outra paciente que estava internada no Hospital Samaritano ontem era a balconista Sandra Maria Guiraldo, 22 anos. Ela fez cesária e optou pelo atendimento em Paiçandu porque, em Maringá, os médicos que a atenderam no exame pré-natal pediram R$ 600,00 para realizar o parto. Sandra Maria disse que ganha R$ 200,00 por mês e que o salário do marido também gira em torno de R$ 200,00. ‘‘O valor que o médico de Maringá pediu é muito alto’’, reclamou.
A procura de hospitais da região é fenômeno que vem ocorrendo há cerca de um ano. De acordo com a chefe do Setor de Epidemiologia da Secretaria de Saúde, Maria Tereza Coimbra, é cada vez maior o número de gestantes que procuram outras cidades. Em 1995 foram registrados 4.553 nascidos vivos. Em 96, o número caiu para 3.829. ‘‘É impossível que o número de partos ou de nascidos vivos tenha reduzido em Maringᒒ.

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