Fenômeno pede pouca luz e céu aberto
Adriana Dias Lopes
Da Agência Estado
A chuva de meteoros Leonídeas, um dos mais belos espetáculos celestes visíveis a olho nu, começa na madrugada de hoje e se estende até amanhã. O pico deste ano deverá ocorrer entre 3 horas e 5h30 de quinta-feira, quando aproximadamente 50 meteoros por hora a 71 quilômetros por segundo iluminarão o céu na direção da constelação de Leão. Qualquer previsão em relação à chuva está sujeita a erros, diz Paulo Prado Batista, coordenador de ciências espaciais e atmosféricas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
A chuva é causada pela passagem da Terra por uma região ocupada por detritos de cometas. Os meteoros são restos do cometa Tempel-Tuttle, com órbita em torno do Sol a cada 33 anos. Vista da Terra, a chuva parece vir de um mesmo lugar do céu, chamado radiante. Os Leonídeos têm esse nome porque seu radiante é na constelação de Leão. A previsão para este ano é de quase 1 por minuto a quantidade normal de meteoros visíveis é de 5 a 10 por hora. O local privilegiado de observação será o oeste da Ásia, onde está previsto um pico de 800 meteoros por hora. O fenômeno sempre trapaceou os astrônomos. Há um grande número de influências, como a atração gravitacional dos planetas e o vento solar partículas emitidas pelo Sol , que impedem o cálculo exato da quantidade e o momento do ponto máximo da chuva, garante Batista, do Inpe.
Mesmo tendo de enfrentar as duas madrugadas para presenciar o espetáculo, o observador corre o risco de perdê-lo. Céu aberto e o mínimo de luz em volta são fundamentais para a observação dos Leonídeos, lembra Tasso Napoleão, coordenador da Rede de Astronomia Observacional (REA). É fundamental sair da cidade. . Batisa explica que os Leonídeos podem prejudicar, numa possibilidade remota, os satélites espaciais. Os meteoros podem formar uma espécie de plasma, danificando componentes eletrônicos e produzindo curtos-circuitos no equipamento.





