Feisol recebe 36 novos expositores
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 12 de março de 2004
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Divulgar o trabalho dos grupos de geração de renda fomentados pelo projeto Londrina Fome Zero, da Prefeitura de Londrina, é a proposta da Feira de Economia e Geração de Renda (Feisol), que teve início ontem, no Museu de Arte de Londrina. Segundo o coordenador do evento, Roberto Camargo, em sua segunda edição, a feira já mostrou sucesso ao trazer 36 novos expositores, distribuídos em 56 barracas, mesas e gôndolas. ''Além de participar da semana da mulher, a meta é realizar esta feira nos finais de semana que antecedem o dia das mães, pais, crianças e também no Natal'', contou Camargo, que já garantiu a edição de Dia das Mães, nos dias 7 e 8 de maio.
Segundo Camargo, os grupos interessados devem apresentar um projeto, que passa pela aprovação do membros do Londrina Fome Zero. ''Quanto mais gente envolvida, melhor. Outra questão analisada é a viabilidade do projeto'', explica. O coordenador afirma que os expositores não pagam nada para participar do evento, mas devem doar 10% de seus produtos para a organização da feira ou ensinar as técnicas artesanais a outros grupos participantes.
Maria de Fátima Santos, 50, participa pela segunda vez da Feisol. Ela faz parte do Grupo de Velas Boa Esperança, organizado por cinco moradoras do Conjunto José Belinati (Zona Norte), que produzem velas e sabonetes artesanais, além de peças com garrafas plásticas. ''Ainda estamos começando no artesanato, e quando não participamos de feiras, vendemos nossos produtos de porta em porta'', explicou Maria. A artesã afirmou que a prefeitura doa parte do material utilizado e elas repõem o restante. ''Ainda não dá para se manter só com o artesanato, mas já é uma ajuda'', concluiu Maria.
Já Adriana Gumiero, 35, moradora do Conjunto Semíramis Braga, Zona Norte, viu uma propaganda da feira na TV e achou que seria uma boa oportunidade de mostrar suas peças de macramê. ''Preciso do artesanato para viver e a feira abre muitas portas'', declarou Adriana, que espera ao menos recuperar o dinheiro gasto com material nos dois dias de evento. ''As pessoas têm bastante curiosidade em relação ao produto. Algumas não compram na hora, mas levam um cartão e fazem encomendas futuras'', comemorou.
A feira continua hoje, das 9 às 18 horas, e os visitantes terão acesso a diversos produtos artesanais e também gastronômicos, com a participação de 20 pequenos produtores rurais, que irão expôr entre outras guloseimas, doces em compota, bolachas, biscoitos, pães de nata e milho, comida japonesa, sucos e guarnições.


