A chuva que caiu na noite de quinta-feira bastou para inundar a Rua Santos, centro de Londrina. Além dos transtornos para pedestres e motoristas, o alagamento prejudicou especialmente os feirantes, que trabalham todas as sextas-feiras naquela rua. O problema é crônico e atinge outras vias do centro.
Os feirantes começaram a chegar às 4 horas de ontem para montar suas barracas e já encontraram a rua tomada pela água. Shojin Nakahodo, 49 anos, feirante há 30 anos, conta que a água ultrapassava o meio-fio. ‘‘Tivemos que trabalhar assim mesmo, porque senão perderíamos os produtos.’’
Ele tem uma barraca de frutas, verduras e legumes na feira da Rua Santos há mais de 10 anos e sempre enfrentou alagamentos. Segundo o feirante, nesses dias sempre tem prejuízo. ‘‘Fica difícil para os clientes fazerem compras e a gente fica com os pés na água durante toda a manh㒒.
O problema é provocado pelo entupimento das bocas-de-lobo. Londrina tem 60 mil bocas-de-lobo, sendo que de três a quatro mil estão entupidas. A prefeitura adquiriu um caminhão, por R$ 240 mil, com capacidade para desentupir 30 bocas-de-lobo por dia.
O caminhão está operando há dez dias no Conjunto Cafezal (zona sul) e já desentupiu 300 bocas-de-lobo. O secretário de Obras, Aloysio Freitas, afirmou que a cidade tem vários pontos críticos. Segundo ele, como o caminhão é de difícil deslocamento não é possível atender primeiro estes pontos, tem-se que seguir uma rotina.
‘‘Fazemos um bairro completo primeiro e depois passamos para outro próximo’’, explica. Em casos emergenciais, a orientação é para que se comunique o Departamento de Viação da secretaria de Obras. ‘‘Daí deslocamos o caminhão para fazer o serviço’’. A estimativa é de que em oito ou nove meses todas as bocas-de-lobo estejam desentupidas.

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