Enquanto no Centro as barracas parecem mais organizadas e predominam os produtos alimentícios, nos bairros crescem a venda de roupas e produtos do comércio informal. De acordo com Álvaro Grotti Júnior, da CMTU, independente do tipo de comércio, qualquer candidato a feirante deve solicitar autorização na Companhia e prefeitura. ‘‘Tem alguns produtos que são proibidos de vender, como álcool, mas de qualquer forma os alvarás são obrigatórios. Aqui na CMTU se tira o alvará de ocupação do solo e na prefeitura, o de funcionamento.’’
  Quando se trata de produto alimentício, é preciso que o feirante tenha autorização da Vigilância Sanitária também. ‘‘O que acho errado é que eles (os feirantes) têm todos esses documentos, pagam impostos, e mesmo assim ficam esses ambulantes no final da feira. Isso é injusto’’, se revolta a dona-de-casa Áurea Souza, 76 anos. Mas o feirante José Ochiro não acredita que seja totalmente ruim a presença deles. ‘‘É errado, mas às vezes eles acabam atraindo mais gente para a feira.’’
  Grotti Júnior explica que esses vendedores informais são orientados pelos fiscais da CMTU a deixar a feira, mas destaca que o perfil deles, principalmente os que atuam no Centro, é diferente dos demais ambulantes que circulam por Londrina. ‘‘São pessoas mais velhas, aposentadas, que aproveitam para ganhar um dinheiro extra, só que a gente não pode permitir. Mas só com a conversa direta com eles a gente tem resolvido a questão.’’ (G.B.)

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