Feirantes da Saul terão que aderir à reciclagem
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sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Guilherme Borges<br>Reportagem Local 
Separar lixo reciclável do orgânico, manter o local limpo e encerrar as atividades às 14 horas são as novas obrigações dos feirantes da Feira da Avenida Saul Elkind (Zona Norte), a partir do próximo domingo. As determinações foram apresentadas aos comerciantes em reunião junto à diretoria de Operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), ontem a tarde.
''A Saul (Elkind) precisava mesmo ser revitalizada. Agora acho que vai funcionar, porque vamos testar a questão da reciclagem. Uma ONG local vai distribuir sacos verdes e vamos separar'', afirma o feirante Moacir Brocarelli, 37 anos, há 2 na feira.
Outro feirante, o presidente da Associação Recreativa e Administrativa dos Feirantes de Londrina, Márcio José de Godoi, acredita que as mudanças serão bem aceitas entre os colegas. ''Os feirantes já não deixavam tanto lixo. Mas agora, com tudo conversado e resolvido, tenho certeza que vai funcionar''.
O diretor de Operações da Companhia Municipal, Fábio Reali, afirmou que a obrigação da separação de lixo será aplicada também às outras feiras do município e, em relação à ''Feira do Cincão'' haverá um esquema de limpeza mais organizado. ''Os vendedores de lanches, que trabalham lá na noite anterior, terão que levar o lixo embora e trazer no horário da coleta ou instalar uma lixeira''.
Segundo ficou determinado na reunião, o lixo reciclável da feira será recolhido à partir das 13h30 do domingo. Depois das 14 horas, quando as barracas fecharem, será feita a varrição das ruas, e os caminhões de coleta do lixo orgânico passarão à partir das 16 horas.
Ambulantes - A presença de camelôs na feira também foi assunto abordado na reunião. ''Eles estão fechando as vias e então, nossa obrigação é liberar o tráfego. Além de cobrar que tenham alvarás de funcionamento'', justificou Reali.
Os feirantes também solicitaram reforço na segurança. ''Seria interessante ter pelo menos dois policiais na feira. Ficamos lá à mercê'', apontou Godoi. Reali justificou que isso depende da Polícia Militar, mas se prontificou a entrar em contato com o destacamento da PM que fica na região.


