Feirante confessa assassinato
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sexta-feira, 04 de janeiro de 2002
Erika Pelegrino 
O acusado de matar o mecânico Ricardo Moreira Lindo, 24 anos, na madrugada do dia 1º de janeiro, apresentou-se ontem no 3º Distrito Policial (DP) de Londrina. Willian Rangel Honorato, 18 anos chegou às 16h30, acompanhado do advogado Luiz Gaia, confessou o crime e alegou que a morte de Lindo foi acidental. Marco Lindo, 27 anos, e Constantino Francisco Lindo, 53 anos, (irmão e pai da vítima) estavam no 3º DP no momento em que Honorato chegou.
Morador do Jardim Leste-Oeste, Honorato disse que não tem nenhuma passagem pela polícia e que trabalha como feirante. Ele afirmou que na madrugada de terça-feira estava indo cumprimentar alguns amigos no bar do Geraldo, no Jardim Leonor, zona oeste.
No caminho, de acordo com sua versão, Lindo teria jogado o carro contra ele.
Não sei por que ele fez isto. Eu nunca o tinha visto antes, garantiu. Honorato disse ainda que, por coincidência, encontrou Lindo novamente meia hora mais tarde e este teria voltado a jogar o carro em cima dele.
Fiquei assustado e atirei para o lado para assustá-lo, afirmou. Honorato disse que tinha conseguido a arma em uma feira. Ele estaria sozinho neste momento, na Rua das Acácias, esquina com a Rua Pau DAlho. Fiquei desesperado quando fiquei sabendo que ele tinha morrido, afirmou.
Após ouvir as entrevistas dadas aos jornalistas, muito emocionado, Marco disse que Honorato estava mentindo. Esse cara e outros mataram meu irmão para roubar, afirmou. Ele estava com um relógio cromado, que ganhou de Natal, e este relógio desapareceu. Para Marco, a morte de seu irmão não foi acidental e Honorato não estava sozinho quando o matou.
Ninguém anda armado e sozinho às 4 da madrugada, alegou. Ricardo, segundo seu irmão, não teria morrido à 1h40 como foi divulgado pela polícia a princípio, mas sim por volta das 4 horas. Ricardo teria passado o réveillon com a família na casa da namorada Rafaela, em Ibiporã (13 km a leste de Londrina). Nós saímos de lá às 2 horas e ele, às 3 horas, disse o pai de Ricardo.
Segundo Marco, seu irmão teria ido ao Jardim Leonor para cumprimentar amigos pela passagem de ano. São amigos que fizeram curso de mecânica.
O delegado do 3º DP, João Aquino de Almeida, afirmou que as investigações continuam e que a versão de Honorato será apurada. Momentaneamente, segundo o delegado, não será pedida a prisão de Honorato, já que ele se apresentou.


