A 1ª Feira do Projeto ‘‘Oficina da Gente’’ reuniu na praça da Escola João XXIII, na Rua Alfredo Nobel, Vila Industrial, na zona oeste de Londrina, 27 candidatos a empresários, os ‘‘chamados excluídos dos negócios’’, como define a professora Ligia Maria Mazzeo, do Departamento de Economia da UEL (Universidade Estadual de Londrina).
Ligia Mazeeo explica que se trata de um projeto de expansão da UEL, onde estão envolvidos os docentes dos departamentos de Economia e Artes. ‘‘A proposta é preparar futuros empresários, especialmente das comunidades mais carentes. Queremos dar opção ou possibilidades para essas pessoas entrarem no mundo empresarial’’, conta Mazzeo.
A primeira aula da turma foi a realização da feira, que teve 27 barracas de artesanato, alimentação, enfeites e cartões de Natal, quadros, corte de cabelo, até um profissional que atua na área de imobiliária, com compra e venda de imóveis. Outro exemplo são dois estudantes do último ano do curso de engenharia, que ofereceram projetos de construção e reforma de casas.
‘‘Todos sonham ter seu próprio negócio. Querem montar sua empresa. Seja na economia formal na informal’’, lembra Mazzeo. A feira deve voltar a se repetir após alguns cursos que serão ministrados às 60 pessoas cadastradas nos jardins Tóquio, Edy, Alvorada e Vila Industrial.
As pessoas que fizerem os cursos receberão orientações desde a alfabetização para adulto, até toda técnica gerencial básica. ‘‘Muitos não sabem ler e escrever’’, lembra Mazzeo. A feira foi o primeiro laboratório. A próxima etapa pode ser a criação de uma empresa Júnior, na própria UEL.
Mazzeo lembra que é coordenadora do Programa de Avaliação do Projer (Programa de Geração de Emprego e Renda), que tem financiamento com juros subsiados pelo Governo Federal, junto ao Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. É preciso ter a ficha limpa na praça, além de fornecer garantias (imóveis ou automóveis) de no mínimo 150% do valor financiado.
Para empresas da economia informal (pessoa física) o financiamento chega a R$ 5 mil. É cobrada a Taxa de Juros de Longo Prazo - com correção trimestral (no dia 1º de dezembro ela subiu para 18,06% e no último trimestre era de 11,08%) - mais 3% ao ano. Para as microempresas é possível conseguir até R$ 30 mil, onde é cobrada a TJLP mais 4% a 5,33% de juro ao ano. Para a pequena empresa é possível ser financiado até R$ 50 mil, com a mesma taxa de juros da microempresa.

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