Mário CésarNo ParqueLerner conhece pavilhão de animais: ‘Exposição vai ultrapassar propostas iniciais da agropecuária’ ‘‘Acredito que a grande exposição do Paraná vai se transformar em feira da indústria, ultrapassando as propostas iniciais da agropecuária.’’ Foi o que disse ontem o governador Jaime Lerner. Ele participou da abertura oficial da 37ª Exposição Agropecuária e Industrial, 31ª Nacional e 5ª Internacional de Londrina. Após anunciar a instalação da fábrica de embalagens Dixie Toga na Cidade, Lerner afirmou que outras indústrias virão para o Município. ‘‘Essa mudança vai reforçar a agricultura para que o Estado não dependa só de uma atividade.’’
Da abertura da Feira participaram a vice-governadora Emília Belinati, secretários do Estado, autoridades locais e o delegado do Ministério da Agricultura, Mário Bezerra. O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Manoel Campinha Garcia Cid, destacou que a Feira mostra o que há de melhor na pecuária brasileira. Observou que este ano a pista de julgamento de animais ganhou cobertura nas cores verde e branca. ‘‘É a primeira do Brasil e homenageia o Paraná e seu time de coração’’, disse Garcia Cid, dirigindo-se a Lerner, torcedor do Coritiba Futebol Clube.
Para o prefeito de Londrina, Antonio Belinati, a Exposição promovida pela Sociedade Rural é ‘‘uma das melhores do Brasil e do mundo’’.
Após a cerimônia de abertura, o governador visitou a Exposição. Esteve na Via Rural, onde está sendo construída em regime de mutirão uma casa do projeto Onde Moras, idealizado por um grupo de pessoas ligadas à Igreja Católica, com o apoio da Cáritas Internacional. A intenção é mostrar uma das formas de resgatar a dignidade das famílias de baixa renda. Com 50 metros quadrados, a casa deve ficar pronta em uma semana e será erguida por seis moradores de favela de Londrina. Depois ficará instalada definitivamente no Parque de Exposições Ney Braga.
A expectativa dos organizadores da Feira é de que esta seja a maior Exposição da história da Sociedade Rural do Paraná. A previsão é de que 1 milhão de pessoas passem pelos portões do parque Ney Braga nos 11 dias da Feira - cerca de 200 mil a mais do que no ano passado. A comercialização geral deve, conforme previsão dos organizadores, girar em torno de R$ 30 milhões, entre negócios agropecuários, industriais, comerciais e os setores de lazer e alimentação.
(Luka Morais)

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