Feira Nordestina atraiu pelo menos 40 mil pessoas
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domingo, 02 de setembro de 2001
Maranúbia Barbosa<BR>De Londrina 
O que é que a baiana tem? A resposta foi conferida na 6 Festa Nordestina, que terminou ontem, no Museu de Arte de Londrina. Durante cinco dias, cerca de 40 mil pessoas puderam conhecer a cultura de vários estados do Nordeste do País. Debaixo do Arcos projetados pelo arquiteto Villanova Artigas, repentistas, cordelistas, quituteiras, rendeiras e artesãos mostraram aos visitantes o que os baianos, pernambucanos, sergipanos, alagoanos e conterrâneos mostraram que a cultura nordestina vai além dos balangandãs.
Na fila do tabuleiro da baiana, o mecânico Cícero Cipriano, 26 anos, esperou cerca de 10 minutos para comprar um acarajé. Segundo ele, a iguaria, que custou R$ 3,00, seria levada para a mãe. ''São 800 calorias, mas ela vai gostar'', comentou. Na opinião de Cipriano, o forró tocado na festa também foi de boa qualidade. Na barraca da baiana, a estudante Adriana Palácio, 13 anos, esperava a vez de provar o acarajé. Depois de comer, ela aprovou e recomendou. As barracas com comida típica foram as mais concorridas. Somente no sábado, foram vendidas mais de 1 mil tapiocas, um doce feito de polvilho.
Alzira Alves de Santos, 52 anos, e Elizabete Raimundo dos Santos, 46 anos, vieram do município de Divina Pastora, no Sergipe, para mostrar a arte da renda irlandesa. Segundo Alzira, os habitantes da cidade aprenderam com alguns irlandeses que visitaram as plantações de cana locais a arte da linha, trama e tecido . Para confeccionar cada uma das toalhas de mesa e bolsas elas levam no mínimo duas semanas. As vendas, afirmou Elizabete, não foram muito boas, mas elas não se arrependeram de conhecer Londrina. Elas contaram que receberam convite para ministrar cursos na cidade, mas garantem que não saem de Divina Pastora, município com menos de 2 mil habitantes.
Sucesso também fizeram os repentistas Eronildes de Oliveira Rosa, 56 anos, de Palmeirinha da Bahia, e Lourival Barbosa, 62 anos, de Pesqueira (PE). Peregrinando com a ''viola nas costas'', eles viajaram quatro dias de ônibus para chegar a Londrina, mas fariam tudo de novo. Para homenagear Londrina, fizeram no ato um repente para a Folha. ''Esta Folha de Londrina/ Em nível nacional/ É expressão da notícia/ Até mesmo nacional/ Parabéns para a Folha/ E um abraço fraternal.''


