Feira expõe 'multi-talentos' na Santa Casa de Londrina
PUBLICAÇÃO
sábado, 19 de maio de 2007
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Auxiliar de enfermagem costureiro e artesão; auxiliar administrativa cozinheira de massas doces e salgadas; enfermeira de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) confeiteira especializada em trufas. E a lista segue - afinal, são 16 profissionais, ao todo, que realizaram ontem no estacionamento da Santa Casa de Londrina o evento que não poderia ter nome mais adequado: a Feira de Talento.
A ação encerrou as comemorações da Semana de Enfermagem, realizada todo ano ali e nos três outros hospitais administrados pela Irmandade Santa Casa (Iscal): o Hospital São Rafael, em Rolândia, o Mater Dei e o Hospital Infantil, na cidade.
Ao todo, são 1,5 mil funcionários das quatro unidades. Conforme a Iscal, a idéia de eventos do gênero é não apenas promover a integração entre os servidores, como motivá-los por meio de capacidades não exploradas exatamente no dia-a-dia profissional. Assim, entende a mantenedora, a motivação proporciona bem estar ao trabalhador e, consequentemente, ao paciente atendido por ele.
A chuva atrapalhou um pouco os planos dos participantes da feira - afinal, o estacionamento do hospital é aberto -, mas não a expectativa de que a de ontem foi só a primeira de uma série que deve acontecer ao longo do ano. Que o diga o auxiliar de enfermagem Reginaldo Justino dos Santos, 38 anos, cujo turno de trabalho, acabado ontem às 7 horas, não impediu que ele expusesse as peças em madeira já a partir das 9 horas.
Santos conta que começou a se interessar pela marcenaria ao perceber ''o desperdício de madeira'' em marcenarias - agora, ele também faz artigos em macramê. ''Não chega nem a ser um hobby, apenas, porque complementa o meu orçamento. Mas é algo que me ajuda muito na profissão, também, porque desestressa; ocupa a cabeça com coisa diferente'', comentou.
Opinião semelhante é da enfermeira Rosemeire Ávila de Oliveira, 43, que, além da tensão de hábito em rotina de hospital, ainda lida com uma dose extra: ela trabalha na UTI. Rosemeire vende trufas e conta que começou na Páscoa passada, quando decidou confeccionar ovos de chocolates trufados para os quatro filhos. ''Começou como brincadeira, acabei gostando e, hoje, ajuda na renda de casa e espairece a mente, pois é m trabalho manual também'', considerou, para observar: ''Sem falar que o cohocolate libera serotonina - só o cheiro dele já auxilia''.
Já a auxiliar administrativa Elza Aparecida Almeida, 42, que vende tortas e bolos, define: ''Adoro uma cozinha''. E foi assim que, de torta em torta trazida aos colegas de café-da-manhã, decidiu seguir em frnete. ''eles aprovaram, agora eu faço sempre''.


