Feira em escola discute saúde e trânsito
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domingo, 04 de abril de 2004
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Rogério Monteiro Pereira Júnior tem apenas 14 anos, mas já é dono de uma imaginação surpreendente. Coordenador de um grupo de alunos do Colégio Estadual Lúcia Lisboa Brandão, localizado no Conjunto Manoel Gonçalves II (Zona Norte de Londrina), ele organizou duas apresentações teatrais mostradas ontem, durante a Feira da Saúde, cujos temas discutiram a violência no trânsito e a valorização das cantigas de roda. ''Este projeto é muito interessante, pois discute a conscientização da população sobre trânsito e saúde'', declarou o estudante, que cursa a 8 série do ensino fundamental.
O aluno afirma que os companheiros de outras séries se mostraram bastante engajados na feira. ''Nosso grupo, chamado Contente, possui 14 participantes. Três atuam nas peças e os outros cuidam do vestuário e cenário. Todos trabalham duro e dão o máximo de si'', comemorou.
Segundo o presidente do Lions Clube Londrina Independência, Wilson Chimentão, todo ano, entre os meses de março e abril, a entidade realiza projetos de cunho social em bairros carentes de Londrina. ''A novidade este ano é a realização da campanha de trânsito junto à Feira da Saúde'', contou.
Entre as atividades oferecidas à comunidade estão a prevenção de diabetes, medição de pressão arterial, conscientização sobre câncer, dengue, higiene bucal e pessoal e saúde no trânsito. ''Trouxemos para a feira cama elástica, fantoches, jogos educativos para ensinar as crianças sobre Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, além de corte de cabelo e 12 escovódromos, onde os visitantes aprenderam a escovar os dentes e ganharam escovas grátis'', enumerou a técnica de atividades em saúde do Serviço Social do Comércio (Sesc), Chrystiane Andrea de Assis Furtado.
O diretor do colégio, Claúdio Henrique de Almeida, ressalta que a Feira da Saúde faz parte dos cerca de 60 projetos extra-classe realizados este ano pela escola. ''A importância destas atividades está em mostrar o que os alunos produzem quando estudam, unindo a comunidade à escola'', incentivou. Ele relembra a dificuldade vivida pelo aluno Caio Fernando Coelho, 15, no início do ano. ''O Caio se recupera de problemas pessoais, participando ativamente dos projetos oferecidos pela escola'', afirmou. ''Participei da passeata, montei uma maquete sobre violência no trânsito e fiz cartazes para a Feira da Saúde. O trabalho me fez ter amor à vida novamente'', emocionou-se Caio.


