Depois que a Lua foi homenageada com a feira gastronômica nas noites de quarta-feira, faltava algo para o Sol. Pois bem, agora não falta mais. Foi inaugurada ontem de manhã, a Feira do Sol, onde o destaque é o artenasato londrinense. Como feira permanente, vai funcionar todos os todos os domingos, das 9 às 13 horas, entre a Concha Acústica e a Secretaria de Cultura, na Praça 1º de Maio.
Na inauguração, o homenageado Sol parece ter gostado da deferência e apareceu lindo no primeiro dia da Primavera. ''Foi um grande lançamento e o inverno fez uma bela despedida'', disse ontem Bernardo Pellegrini, secretário municipal de Cultura. A feira de artesanato surgiu de uma parceria das secretarias municipais de Cultura, Agricultura e da Mulher. O objetivo, segundo Pellegrini, é revitalizar o centro da cidade.
''Até o final do mandato, queremos chegar pelo menos até a Praça 7 de Setembro, promovendo uma vocação diferente a cada 50 metros. Vamos tentar abrir a biblioteca aos domingos para que as pessoas possam ler os jornais, trazer mais shows'', planeja. ''Começamos simples com a Feira do Sol, mas vamos ampliar com mais infra-estrutura'', completou.
De acordo com o secretário de Cultura, alguns dos artesãos que compraram o espaço em sociedade, já pensam em reservar algo próprio para as próximas edições. Ontem, 20 barracas estrearam na feira seguindo uma a regra básica para os participantes: tudo o que está à venda tem que ter sido produzido pelo próprio artesão.
Não faltaram bijuterias de metal, coco e sementes, colchas de patchwork, porta-retratos de madeira, bolsas de fuxico e muitas toalhas de crochê. Para quem acompanha as tendências da moda, a barraca do tie dye (pintura de tecido feita a partir de amarrações) já traz o colorido artesanal do verão.
Para a sua participação na Feira do Sol, o artesão Folly queria algo especial. ''Já que a proposta era mostrar o artesanato da cidade, pensei em lembranças de Londrina'', disse. As opções vão desde a própria Concha Acústica até a Catedral, os museus e a barragem do Lago Igapó.
A ''vizinha de barraca'' Luciana Araújo Pedrosa, até ontem só vendia as colchas e almofadas de patchwork em casa. ''Hoje como é o primeiro dia, as pessoas estão olhando bastante. Acho que a feira vai dar certo'', acredita Luciana, que ajuda a mãe na produção das peças em 100% algodão.
''Achei a idéia maravilhosa e tem tudo para crescer'', garantia a boleira Vera Regina Alcantara Melara, que lembrou do sucesso de uma feira semelhante em Curitiba. ''Além de ser uma opção que a gente tem para comprar, também é uma ótima oportunidade para os artesãos'', completou Vera, que levou para casa uma peça de decoração em madeira.
Além das barracas, a feira ainda contou com um show do grupo de forró Pé de Pano e também com os kirigamis de Angelo Meneghetti, que passou parte da manhã divertindo a criançada e muitos adultos com suas criações em papel.

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