Paulo WolfgangNovos e usadosOrganizadores da feira não tinham o volume negociado, mas houve muita movimentação em torno dos carrosO londrinense acaba de ganhar uma alternativa de passeio, lazer e negócios aos domingos. Foi aberto ontem, em Londrina, o Domingo no Parque, que acontece no Parque de Exposições Ney Braga (zona oeste) e tem como principal atração uma feira de automóveis. No primeiro dia, a chuva da manhã atrapalhou o movimento. Mesmo assim, muita gente conferiu as ofertas de carros novos e usados. Outra atração foram as barracas de comidas típicas, bebidas e artesanato da Feira das Nações, mais conhecida como Feira da Lua.
O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Luís Roberto Neme, disse que os organizadores estão confiantes e que a idéia da feira é muito boa. ‘‘A chuva atrapalhou um pouco. Mas o público foi representativo; se não tivesse chovido o movimento seria bem melhor’’.
De manhã, alguns negócios já tinham sido fechados. No início da tarde, o Banestado, por exemplo, já tinha vendido seis dos 10 carros em exposição. O presidente do banco, Manoel Garcia Cid, esteve acompanhando os negócios no parque. Ele disse que o Banestado vai negociar todos os carros da região devolvidos do sistema leasing. Ontem, a organização do Domingo no Parque não tinha o resultado final do primeiro dia de negócios.
O vendedor de carros Jefferson Henrique Gouvêia participou pela primeira vez de uma feira de automóveis e achou que o movimento foi menor que o esperado, ‘‘porque as pessoas ainda não conhecem o evento’’. Já o inspetor de tráfego Wilson Siqueira queria mesmo é levar um carro para casa. ‘‘Mas não está fácil. Eu cheguei depois do almoço e achei fraco, com poucas ofertas. Isso deve melhorar com o tempo’’, acredita. A feira de automóveis tem estandes de concessionárias e um pátio para revendedores particulares, além de estandes de acessórios.
A farmacêutica Andréa Diniz não estava à procura de um carro, mas quis conhecer o evento e experimentar algumas guloseimas das barracas de comidas típicas. ‘‘Eu achei uma idéia muito boa. Deu azar de ser um dia após muita chuva. Mas tem tudo para dar certo’’, avalia.
O estudante Leandro Diniz complementa, dizendo que ‘‘esse problema da chuva poderia ser solucionado com a transferência das atividades para um pavilhão coberto do parque’’. Roberto Hideki, proprietário de uma barraca de comida típica, disse que já deu essa idéia à organização e acredita que ela deveria ser melhor avaliada. ‘‘Hoje, por exemplo, a chuva não teria sido um problema’’.
‘‘A idéia é trazer coisas novas’’, diz Neme. A organização quer fazer exposição de pequenos animais, de flores, provas de hipismo, aeromodelismo etc. O Serviço Social do Comércio (Sesc) fechou convênio com a Sociedade Rural, para promover atividades com crianças. Mas a novidade ficou para a próxima semana, também por causa da chuva.
O Domingo no Parque, que acontece sempre das 8 às 15 horas, é uma promoção conjunta da Sociedade Rural do Paraná, Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) e várias empresas locais. A entrada é franca e o estacionamento custa R$ 2,00.

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