Feira da Lua vira point da juventude
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de julho de 1998
Cláudio de Osti 
As feiras fazem parte da tradição de Londrina. As donas de casa indo de manhã procurar verduras frescas. Os boêmios encerrando a madrugada comendo o saboroso e engordurado pastel antes de ir para casa dormir, depois de mais uma noitada. É o lugar das fofocas, de gente se trombando, se cumprimentando num dos espaços mais democráticos da cidade.
A Feira da Lua é um bom exemplo de como o londrinense gosta de uma feira. A primeira foi instalada na região central da cidade, ao lado do Zerão, em 1996. Começa às 18 horas, todas as quartas-feiras, e não tem hora para terminar. Poucos meses depois de instalada já era um sucesso. Virou point, como diz a juventude.
A Companhia de Urbanização de Londrina (Comurb), percebeu que a Feira da Lua poderia ser um grande atrativo para algumas regiões e instalou outra na zona oeste, próxima ao Contour Shopping Center. Ela funciona às sextas-feiras. Mais um sucesso. Novo point.
Não demorou muito e a Feira da Lua, rebatizada por essa administração de Feira das Nações, mas que continua sendo chamada pelos seus frequentadores pelo nome original, aportou, a pedido dos moradores da zona norte, na Avenida Saul Elkind. Lá ela funciona às quartas-feiras.
Nos Cinco Conjuntos, a região mais populosa da Cidade tem também a maior Feira da Lua, com 68 barracas - 20 de comidas típicas de regiões brasileiras e outros países, 14 de artesanato, 10 de lanches e refrigerantes, 10 de produtos hortifrutigranjeiros e 14 de outros gêneros alimentícios (tortas, pães e doces feitos artesanalmente).
Na inauguração a prefeitura contratou uma big band para animar a festa. A Comurb caprichou na divulgação. Colocou cartazes em duzentos ônibus que fazem o transporte coletivo da zona norte da Cidade. Outros 200 cartazes foram fixados em estabelecimentos comerciais daquela região. Por três dias um caminhão de som fez propaganda da feira pelos bairros dos Cinco Conjuntos.
A Comurb arrecada uma taxa anual em torno de R$ 54,00 - conforme o tamanho da barraca - por feirante. Além disso, os feirantes pagam os custos com som, segurança e aluguel de dois banheiros móveis.


