Cerca de 25 mil compareceram à sede da Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel), na Estrada do Limoeiro, para prestigiar a Expo Acel 2009 e 48 Exposição Agrícola de Londrina, realizada de quinta-feira a ontem. Segundo o coordenador geral do evento, Celso Hayashi, aproximadamente R$ 250 mil foram negociados durante a exposição, entre veículos, máquinas agrícolas, gastronomia e produtos em geral, como roupas e cosméticos.
Já tradicional no calendário de eventos da cidade, a Feira Agrícola da Acel contou com a participação de 80 produtores de Londrina e região, expondo cerca de três mil produtos de variedades diferentes, como frutas, cereais, tubérculos, legumes, flores, plantas medicinais e até alguns menos comuns nos supermercados. De acordo com o coordenador da exposição agrícola, Yukinobu Soniza, as novidades trazidas pelos agricultores este ano foram o kyouna (rúcula), komatsuna (espinafre), a taioba (tubérculo) e a semente de pupunha. ''A feira serve para troca de informações entre produtores e também para que o público conheça a qualidade e variedade da produção agrícola local'', explicou.
No pavilhão cultural o público pôde conferir diversas manifestações artísticas da cultura nipônica, como os quadros em mosaico de arroz, dos artistas plásticos Yasuharu Ueda e Hideko Goto, narrando os 100 anos da imigração japonesa no Brasil, exposição de fotos do Imin 100, realizado no ano passado, cerimônia do chá, oficinas de mangá (quadrinho japonês), origami (técnica de dobradura), entre outros. No palco principal foram realizadas apresentações de lutas marciais e de esportes tradicionais, como o sumô, ale'm de matsuri dance, bon odori (dança) e taikô (tambor).
Prestigiando todos os anos a feira, o feirante Mario Shimasaki gosta de visitar o pavilhão agrícola devido à qualidade dos produtos. A comerciante Érica Imagava passeava com a família pelos estandes. ''Apreciamos a culinária oriental, além de ser uma boa opção de passeio'', justificou. ''A Exposição Agrícola é uma das mais antigas do Paraná e temos a preocupação de repassar o cuidado dos nossos antepassados no trato com a terra para os nossos filhos e netos'', argumentou o coordenador do evento, acrescentando a possibilidade de integração entre nipônicos e não nipônicos.

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