Feijão é o novo alvo de assaltantes
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 21 de julho de 1998
Edna Mendes 
Há cerca de um mês quatro caminhões carregados com feijão preto que saíram de Foz do Iguaçu com destino a São Paulo, foram roubados na Rodovia Castelo Branco. A explicação seria a de que nas últimas semanas o feijão também passou a ser visado pelas quadrilhas, devido ao aumento no preço do produto e a fácil comercialização.
Em junho, a empresa Rodrigues Transportes Ltda teve roubado um caminhão carregado com feijão, próximo a Tatuí (SP). A carga estava avaliada em R$ 25 mil. Outras três transportadoras de Foz, a Tamanduá, A.M. e Veta, também foram vítimas das quadrilhas que agem no interior paulista.
A estratégia dos ladrões foi sempre a mesma. Eles abordaram o motorista do caminhão num posto de combustíveis, depois seguiram com o caminhão pela rodovia e em seguida pararam o veículo, passaram o motorista para o porta-malas de outro carro que o levou para o lado oposto.
O gerente da Rodrigues Transportes Ltda, Aguinaldo Guimarães, disse não acreditar que foi coincidência o fato de todos os caminhões roubados estarem carregados com feijão. Acredito que estas quadrilhas já têm conhecimento prévio sobre a carga do caminhão. Também acho impossível que em cada transportadora exista um informante, analisa.
Guimarães informou que as cargas roubadas em Foz eram de feijão importado da Argentina.
No início do mês, o empresário Sandro Paludo, 32 anos, teve uma carga de shampoo roubada próximo ao município de Assis (SP). A carga estava avaliada em R$ 120 mil e seria levada para Apucarana.
A Polícia Federal e Receita Federal de Foz do Iguaçu informaram à Folha não ter conhecimento de roubo de cargas na fronteira. Alguns gerentes de transportadoras disseram que na aduana argentina ainda acontecem roubos de cargas, mas em escala bem menor do que há alguns anos.


