A prefeitura de Londrina interditou ontem aproximadamente 12 toneladas do feijão carioca, tipo 1, da marca Tryumpho, que seria utilizado na merenda escolar de 72 mil alunos da Pré-Escola e Ensino Fundamental. O motivo é a falta de 10 gramas na média por cada pacote de um quilo do produto comprado da Brasmilho Indústria e Comércio Ltda, de Contagem (MG), vencedora da licitação no início do ano.
Segundo a secretária municipal de Educação, Magda Madalena Tuma, esta é a primeira irregularidade constatada na merenda escolar desde o início da gestão. A avaliação foi feita segunda-feira por técnicos do Instituto de Pesos e Medidas (IPEM) que vão refazer o teste com 80 pacotes de feijão na sexta-feira, às 14 horas, na presença de um representante da Atacadista Mundial que é a empacotadora e distribuidora da mercadoria.
De acordo com o fiscal metrológico Marcelo Trautewein, se a suspeita de fraude contra o município for confirmada a empresa será autuada e poderá ter todos os pacotes confiscados caso a diferença seja significativa. A multa varia de R$ 100,00 a R$ 1,5 milhão dependendo da reincidência ou não.
Enquanto a dúvida não se disfaz, a prefeitura suspendeu o pagamento de R$ 12.720,00 pela mercadoria que já começou a ser consumida. Conforme o gerente do Programa Municipal de Alimentação Escolar, Jair Ramos, a prefeitura comprou da Brasmilho 19,8 mil quilos que ainda não foram totalmente entregues. ‘‘Já pedi a reposição dos 80 pacotes levados pelo IPEM em cinco dias corridos’’, completou o gerente. Conforme a secretária de Educação, o feijão interditado seria descarregado hoje nas escolas e por isso as merendeiras terão que alterar o cardápio dos alunos.
Outra irregularidade verificada pelos técnicos do IPEM foi a falta de aproximadamente 85 ml de óleo nas latas da marca Graziela. Cada embalagem deveria conter 900 ml do produto que é envasado pela indústria Triângulo Alimentos Ltda, de Itápolis (SP). O óleo, que também é comercializado pela Brasmilho, participava de uma licitação e já foi descartado pela prefeitura.
O representante da Brasmilho, Alfredo Ferreira Brandana, disse que vai repor os 80 quilos apreendidos pelo IPEM e, se necessário, trocará o restante da encomenda. ‘‘Não somos o fabricante dos produtos e por isso não sabemos qual foi o problema’’, explicou.

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