Das 210 associações de moradores registradas em Londrina, somente 50 são atuantes. A informação é do presidente da Federação das Associações de Moradores de Londrina (Famol), Joel Tadeu Corrêa. ''Tem caso em que o presidente é menos atuante do que os moradores, que acabam tomando para si a responsabilidade de reclamar.'' Para Corrêa, os moradores esperam muito dos vereadores. ''Dependem muito da articulação de terceiros enquanto a união deles poderia ser maior.'' De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara, estão cadastradas 142 associações.
O presidente da Associações de Moradores de Londrina (Mamol), Valmir Alves da Rocha, concorda. ''Uma associação de moradores tem força, pode fazer a diferença. Mas o presidente precisa de tempo para ir atrás das reivindicações.''
Segundo ele, os presidentes de bairro são bem tratados na Prefeitura e outros órgãos públicos. ''Nem todo mundo precisa da ajuda da Câmara de Vereadores para pedir algo ao governo, mesmo porque a maioria dos vereadores não sabe tanto dos problemas do bairro quanto o presidente da associação de moradores.''
Criado em junho do ano passado, o Mamol tem por objetivo regularizar a situação das entidades e auxiliar moradores a se organizarem em bairros onde não há representatividade. Assim como a Famol. Mas, de acordo com Rocha, a Federação atua de forma irregular, pois há tempos não realiza uma nova eleição para a troca de presidente.
''Ele criou a Mamol com meia dúzia de associações, mas não tem uma só documentação para legitimar o movimento. O processo eleitoral da Famol está correndo e eu participarei da federação apenas como membro da diretoria, não mais como presidente'', defendeu Corrêa, que também preside a Federação das Associações de Moradores do Paraná (Famopar), única entidade paranaense associada à Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam).
Para Rocha, o estatuto da Mamol é legal, inclusive com registro em cartório. ''O movimento não recebe nenhuma ajuda da Prefeitura e a sede funciona, provisoriamente, ao lado da oficina onde trabalho, na Rua Duque de Caxias, com computador emprestado.''
O chefe de gabinete do prefeito Nedson Micheleti, Rodne Lima, explicou que como as associações de moradores são organizações não-governamentais sem fins lucrativos, não cabe à Prefeitura fiscalizar a legitimidade das mesmas, a não ser quando é feito algum convênio com o Município, o que dificilmente ocorre em Londrina.
''A Constituição garante liberdade de organização extensiva a toda a sociedade civil. Basta que um grupo de pessoas registre um documento em cartório'', assinalou. ''Se as duas federações apresentam documentação correta, estão legalizadas.''

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