Federação dá apoio a mototáxi
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 28 de agosto de 1997
Paulo Ubiratan 
Londrina
Paulo WolfgangGranado: É rápido e baratoA Federação das Associações de Moradores do Município de Londrina (Famol), presidida por José Granado Ramirez, anunciou ontem apoio ao trabalho dos mototaxistas e pediu às autoridades que seja legalizado este tipo de serviço na Cidade.
Estamos dando este apoio em nível de diretoria, porque achamos que todo cidadão tem o direito de ter um trabalho digno, para defender o seu ganha-pão. Na situação que se encontra o País, em processo de recessão e desemprego, temos a obrigação moral e humana de apoiar estas pessoas. Elas também estão ajudando a população de baixa renda, propiciando a qualquer hora um transporte barato e rápido, principalmente, em casos de emergência, explicou Granado.
Ele promete, se for preciso, convocar todas as entidades filiadas para abrir um debate público sobre o assunto e pedir em definitivo a legalização dos serviços de mototáxi.
Para ele, a população deve ser ouvida em definições que lhe dizem respeito. Estamos caminhando para um Estado de Direito, democrático, e a comunidade tem que participar nas definições que lhe dizem respeito. O que não se pode mais aceitar é leis construídas em gabinetes de portas fechadas.
O presidente da Famol diz que a alegação de que os mototaxistas estão prejudicando os táxis convencionais não passa de uma prerrogativa enganosa. Para ele, a maioria dos usários de mototáxis são pessoas de baixa renda e que jamais andam de táxi (carro).
No aspecto legal, Granado, diz que não discute a irregularidade em que se encontram os mototaxistas, mas se preocupa com esta situação. Os usuários de mototáxis, garanto, não vão deixar usar este serviço. A não-regulamentação desta atividade vai provocar uma situação de clandestinidade e isto criaria constantes situações de riscos ao usuário quanto a sua segurança e eficácia do transporte. Qualquer pessoa se habilitaria a este tipo de trabalho.
Granado radicaliza quando é discutido o risco em que fica exposto o usuário de mototáxi, que serviu de sustentação para a própria lei estadual que proíbe este tipo de serviço. Se motocicleta é um veículo perigoso, que também se proíba o seu uso para particulares, que levam seus filhos para a escola, esposas para o trabalho e para tantas outras finalidades.


