Federação aponta 37 mil vigilantes clandestinos
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quinta-feira, 31 de maio de 2001
Israel ReinsteinDe Curitiba 
Diversas empresas e condomínios do Paraná estão infringindo a lei que regulamenta o setor de segurança privada. Segundo o presidente da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporrte de Cargas (Fenavist), Jeferson Simões, 37,5 mil vigilantes atuam de maneira clandestina no Estado, por não terem autorização da Polícia Federal para trabalhar.
Simões afirmou que, por desconhecimento, empresas e síndicos de prédios estão contratando pessoas para atuar como seguranças, sem obedecer o que determina a legislação. A lei cria dois tipos de empresas de segurança: a privada e a orgânica, disse. A orgânica é aquela em que a pessoa física ou jurídica contrata um vigilante, mas o registra na Polícia Federal. Esse registro permite que o trabalhador receba treinamento específico.
Um levantamento da Fenavist estima que no Brail existam mais de 4,6 mil empresas irregulares. Oficialmente, o setor contabiliza apenas 1,5 mil empresas, que juntas empregam 500 mil vigilantes espalhados pelo País.
Simões explicou que quem estiver irregular pode ser multado ou até sofrer sanções criminais. Caso o vigilante estiver armado e se meter em uma confusão, a Polícia Federal pode punir o vigilante e também a pessoa que o contratou, afirmou. O presidente da Fenavist refuta qualquer relação da advertência contra os clandestinos com briga de mercado.


