Fecilcam faz matrícula 'sob condicional'
Sid Sauer
De Campo Mourão
Os 40 alunos aprovados no vestibular para o curso de turismo e meio ambiente, oferecido pela Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Fecilcam), estão desde ontem tendo que se matricular sob condicional. É que a instituição não pode iniciar as aulas sem antes receber a visita de membros do Conselho Estadual de Educação para conferir se a faculdade fez na prática o que prometeu no projeto que reivindicou o novo curso.
O início das aulas para os alunos desse curso vai atrasar, admite a diretora da Fecilcam, Sinclair Pozza Casemiro. O atraso pode ser de dias ou até meses. As aulas na faculdade começam no próximo dia 28. A direção alega, no entanto, que os candidatos sabiam que o curso estava em fase de implantação quando as inscrições foram abertas. Fizemos o vestibular para ganhar tempo e evitar gastos com um segundo concurso, alega o vice-diretor Rubens Luiz Sartori.
Segundo ele, a Fecilcam já está com toda a estrutura pronta para o início do curso, incluindo os professores, que já fazem parte do quadro docente da faculdade. Esse novo curso não vai acarretar nem custos para o Estado, ressalta. A direção da instituição esperava que a inspeção do Conselho Estadual de Educação fosse feita no final do ano passado, a tempo das aulas de turismo e meio ambiente começarem juntas com os demais cursos.
Preocupado em garantir o novo curso para a Fecilcam, o prefeito Tauillo Tezelli (PPS) chegou a colocar um avião à disposição para a viagem dos conselheiros de Curitiba a Campo Mourão. A Fecilcam também ficou de plantão durante as férias à espera da visita do conselho. Apesar da demora, a direção da faculdade diz que os alunos não precisam se preocupar. Quem passou no vestibular está com a vaga assegurada, diz Sinclair.
A diretora salienta que a abertura de novos cursos, além do desejo da comunidade, atende uma das exigências do termo de autonomia do ensino superior, assinado no ano passado com o Governo do Estado. O termo prevê o aumento de 20% nas vagas das faculdades. Sinclair lembra que as vagas na Fecilcam saltaram de 370, em 1997, para 540 este ano e que somente nesse período foram realizados 25 cursos de pós-graduação, contra 18 nos 25 anos anteriores.





