Fechamento irá
levar menores de
volta às ruas
A grande maioria das crianças e adolescentes que frequenta a Escola Oficina de Londrina passava quase todo o tempo nas ruas, mendigando, usando drogas, engrossando o número de ‘‘flanelinhas’’ da cidade. E é para lá que eles podem voltar se a entidade fechar as portas.
‘‘Aqui a gente fica tranquilo, tem amigos, recebe ajuda. Se fechar, vai derrubar a gente, não vai dar vontade de fazer mais nada’’, define Ronaldo Santos Carvalho, de 18 anos, que está há quatro anos da Escola Oficina e atualmente desenvolve atividades na cozinha e na padaria.
Alexander Querubim, 18 anos, é um dos mais antigos na entidade (que foi criada em abril de 1993) e tem um motivo a mais para se preocupar com a possibilidade de fechamento. Ele é o mais novo funcionário da escola, contratado para ajudar nos serviços da lavanderia, que teve que aumentar os serviços para elevar a receita.
Querubim está animado com a possibilidade de ganhar R$ 196,00 por mês. Ele diz que vai utilizá-lo para ajudar a família e pretende guardar uma parte para, no futuro, comprar uma moto. ‘‘Vai ser difícil se a escola fechar. Muitos moleques vão ter que ir para rua de novo’’, diz. (S. L.)

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