Fechamento do IML gera revolta
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 12 de junho de 1998
Paulo Ubiratan 
Cinco pessoas que estiveram ontem à tarde no Instituto Médico Legal de Londrina foram surpreendidas com um aviso no cartaz informando que o órgão somente voltaria a funcionar normalmente na segunda-feira. Até lá, só estão sendo atendidos casos de urgência. É estranho um órgão público tão necessário fique fechado tanto tempo, reclama Manoel dos Santos, 43 anos. Ele procurou o IML para fazer exames de lesões corporais.
Santos foi agredido na quarta-feira mas não fez os exames porque o expediente no IML foi somente pela manhã. Na quinta, o órgão esteve fechado e ontem foi ponto facultativo. Ele temia que os ferimentos pudessem desaparecer.
A dona-de-casa M.Z., agredida pelo marido, disse que não poderia esperar até segunda feira para fazer os exames. Preciso sair da cidade porque ele prometeu matar-me. Queria deixar tudo arrumado para meu advogado encaminhar o caso para Justiça. Vai ser impossível. Prefiro ficar viva para cuidar dos meus filhos do que ser morta.
O problema do fechamento do IML causou uma situação constrangedora na quinta-feira, quando o auxiliar de necrópsia José Admir Codonho puxou arma para delegado de plantão, Antonio Zuba de Oliva. O delegado estranhou a demora para ser atendido e entrou no IML pelo portão central, quando foi surpreendido pelo funcionário. A alegação de Admir é de que não conhecia o delegado.
O diretor do IML, Antonio Queiróz, informou que o órgão está realizando serviços internos e atendendo urgências.


