Fechamento contábil de
empresas gera demissões
Marccio W. Varella
O empresário Willie Taguchi, da agência de viagens Limitur, de Maringá, explica que apesar da crise econômica o número de dekasseguis que trabalha em cidades japonesas permanece estável. ‘‘Talvez esse número tenha baixado um pouco, mas é temporário. Em Toyohashi, por exemplo, sei que existem 1.500 dekasseguis desempregados, mas daqui a pouco eles estarão empregados novamente’’, garante Taguchi.
Segundo Tagushi, abril e maio são os meses de fechamento contábil das empresas japonesas e, por isso, são normais as demissões no comércio e na indústria. ‘‘Tem mais um detalhe: devido à crise, muitos japoneses estão parando de estudar e as empresas, por força de lei, são obrigados a absorver esta mão-de-obra local’’, afirma o agente de turismo.
A agência de Willie Taguchi tem filiais em Londrina e Toyohashi (cidade japonesa do mesmo porte que Maringá). ‘‘Somos a menor multinacional do mundo’’, brinca o empresário. Por semana, a Limitur leva e traz uma média de 5 mil dekasseguis em 13 vôos semanais para o Japão, Londrina e Maringá. ‘‘Usamos todas as companhias aéreas. Na sexta-feira, dia 8, embarcamos 40 dekasseguis para Tóquio. Mais de 90% dos nossos passageiros vão para trabalhar. Poucos são os que vão ao Japão para fazer turismo.’’

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