O Instituto de Identificação de Lindoeste (50 Km ao sul de Cascavel) está fechado temporariamente, enquanto continuarem as investigações sobre a atuação de uma quadrilha de falsificação de documentos na região, que conta com a participação de funcionários do órgão. A direção regional do Instituto esteve ontem em Lindoeste para lacrar o escritório e recolher todos os documentos referentes a retirada de carteira de identidade, de trabalho e certificados de reservista militar.
O chefe regional do Instituto de Investigação, Josmar Silva dos Santos, explica que todos documentos emitidos nos últimos anos em Lindoeste serão analisados na tentativa de obter novas provas da atuação da quadrilha. O mesmo trabalho de investigação está sendo feito em Corbélia e Ibema, municípios da mesma região, onde já ficou comprovada a falsificação de documentos.
Josmar Santos acrescenta que a funcionária responsável pelo Instituto em Lindoeste, Milvane Webber, permanecerá afastada do cargo durante as investigações. Além de Milvane, os funcionários de Ibema, Antônio de Souza, e Corbélia, Adauto dos Santos, já foram afastados. A Justiça de Corbélia expediu um mandado de prisão preventiva contra Adauto dos Santos. Ele está foragido.
O chefe regional observa que os Institutos de Identificação que foram lacrados deverão permanecer fechados durante 30 dias, até que o governo do Estado indique um novo funcionário para assumir o órgão. Enquanto isso, as pessoas dessas cidades que precisarem retirar documentos terão que se dirigir até Cascavel.
As primeiras denúncias sobre a atuação da quadrilha na região, aconteceram há 20 dias, quando o delegado de Corbélia, Pedro Zambom, recebeu informações de que um comparsa do traficante Fernandinho Beira-mar havia retirado um RG falso no Instituto local. Apesar de ainda não haver provas sobre isso, o delegado diz que existem fortes indícios da denúncia ser verídica.
Alguns dias depois, um funcionário da prefeitura encontrou um envelope proveniente de Ibema e que era destinado a Adauto dos Santos. No envelope constava uma cédula de identidade em branco e quatro fotos. Depois de enviada a cédula ao Ministério Público ficou constatado que era falsa. Além disso, no cofre do Instituto de Corbélia foi encontrada uma cédula de identidade que deveria estar em Lindoeste.

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