Fechada carceragem do 2º Distrito
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sexta-feira, 13 de agosto de 2004
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Com capacidade para 54 presos mas abrigando ontem 175, a carceragem do 2º Distrito Policial (Zona Leste de Londrina) foi ''fechada'' por determinação do delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André. Os presos em flagrantes e suspeitos detidos provisoriamente estão sendo encaminhados para o 4º DP (Zona Sul) ou para o 5º DP (Zona Norte), que também estão superlotados. Mesmo com a possibilidade de remanejamentos de presos para outras unidades, o Departamento Penitenciário do Estado (Depen) avaliou que a solução para a superlotação só virá após a construção do Centro de Detenção Provisória (CDP), cujo início das obras está previsto para este ano.
André argumentou que a proibição deverá durar até que sejam feitos remanejamentos de presos para unidades prisionais provisórias, como a Casa de Custódia de Londrina (CCL). O juiz-corregedor da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle, lembrou que, em 17 de junho, acordou com o Departamento Penitenciário do Estado (Depen) a abertura de mais 82 vagas na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), que aumentaria sua capacidade atual de 504 para 586. Para tanto, o Estado precisaria comprar colchões e aprovar uma suplementação no contrato de alimentação. Segundo o juiz, pouco mais de 30 presos já foram transferidos.
O diretor do Depen, coronel Justino Sampaio, informou que já enviou 50 colchões para a PEL há alguns dias e que o Governo iniciou o processo de licitação para compra de mais colchões. Quanto à suplementação de alimentação, Sampaio garantiu que será solucionada até a próxima semana. O coronel comentou que a superlotação de carceragens de distritos é um problema que afeta todo o Estado mas garantiu que o ''Governo não está parado''.
Para Sampaio, a solução só será alcançada após a entrega de novas unidades prisionais que estão sendo licitadas. Em Londrina, a nova Casa de Detenção teve a licença ambiental prévia aprovada ontem pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Nos próximos dias, o Estado deverá entrar com pedido da licença de instalação e, depois, da licença de operação. Segundo Sampaio, ''o processo está dentro dos prazos. Antes do final do ano, a obra deverá ser iniciada'', garantiu.


