Fecea quer prevenir acidentes na BR-369
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segunda-feira, 26 de março de 2007
Vanessa Navarro<BR>Reportagem Local 
Em uma rara iniciativa de prevenir ao invés de remediar, a Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana (Fecea) reuniu autoridades ligadas ao trânsito para cobrar mais segurança no acesso ao campus, localizado no KM 3 da rodovia BR-369, saída para Curitiba. Embora nenhuma ocorrência grave tenha sido registrada no local até hoje, a instituição teme que o aumento do fluxo de veículos e pedestres possa acarretar acidentes.
Segundo a coordenadora de assuntos comunitários da Fecea, professora Tânia Terezinha Rissa de Souza, o início da safra de grãos no Estado engrossa o tráfego de veículos pesados na rodovia e torna o local ainda mais perigoso. ''Estamos num trecho de acesso ao Porto de Paranaguá e o movimento cresce bastante nessa época. Além das altas velocidades e da falta de respeito dos motoristas, temos um ponto de estreitamento de pista, sem nenhuma sinalização'', sublinha.
Diariamente, cerca de 2,5 mil pessoas, entre alunos, docentes e funcionários, frequentam a instituição. O diretor da faculdade, Vanderley Ceranto, afirma que a população acadêmica teve acréscimo de pelo menos 20% nos últimos anos, em razão da criação de novos cursos - hoje são nove. ''Temos alunos oriundos de mais de 50 municípios. É um fluxo grande de veículos particulares, ônibus, vans e pedestres que precisam atravessar a rodovia'', observa.
Na semana passada, a direção da Fecea reuniu-se com representantes da Polícia Rodoviária, bombeiros, Detran, DER, Câmara Municipal, prefeitura e Rodonorte (concessionária que administra a rodovia). De acordo com Tânia, a instituição conseguiu apoio da polícia para controlar o trânsito no horário de pico, das 18h30 às 19h30, e a garantia de que serão instaladas placas no sentido Centro-Fecea. A prefeitura também anunciou que irá abrir licitação para instalar radares eletrônicos, dentro de 30 dias.
''Nesse país onde se espera acontecer uma tragédia para se tomar atitude, nós queremos fazer o percurso inverso e evitar consequências'', concluiu Ceranto. Uma nova reunião foi agendada para 16 de abril.


