Foi tudo de repente. Rafaela Bahia, de 2 anos, estava bem e chegou a ir com a mãe, irmão e o pai ao supermercado na terça-feira à noite. A costureira Sirlena de Souza Pires Bahia, 26 anos, mãe de Rafaela, ficou surpreendida quando voltou para casa, por volta das 20h30, e percebeu que a menina estava com febre alta. Pouco depois ela apresentou vômito. Sirlene tentou controlar a febre, mas como não conseguiu, levou a filha ao pediatra na quarta-feira à tarde.
Apesar de ela ainda não apresentar rigidez no pescoço, a médica suspeitou que Rafaela estava com meningite e encaminhou a criança para um neurologista que fez o exame e confirmou o diagnóstico. ‘‘Minha filha estava abatida, mas nem tinha passado pela minha cabeça que poderia ser meningite. Quando a médica falou fiquei assustada e com medo’’, admitiu Sirlena. Internada na quarta-feira, Rafaela já está bem melhor e deveria ser liberada ontem.
O caso de Guilherme Galindo, de 6 anos, demorou mais tempo para ser diagnosticado. A mãe de Guilherme, a professora Cirlene Lucas Galindo, 31 anos, contou que ele começou a ter febre no dia 27 de outubro. ‘‘Era uma febre baixa que não passava e a médica decidiu investigar a causa’’, disse. Como ele tinha sofrido uma gripe leve foi feita chapa do pulmão para descartar a possibilidade de uma pneumonia, mas ele estava limpo. ‘‘Ele não tinha reclamação de outras dores. Até chapa do rosto nós fizemos para ver se era sinusite’’, disse.
Os sintomas começaram a ficar claros na terça-feira. Guilherme amanheceu com dor cabeça forte. ‘‘A dor era tanta que ele ficava batendo o punho na testa. Fiquei assustada’’, contou. No mesmo dia a médica pediu o exame de meningite comprovando que ele estava com a doença. Internado na quarta-feira, Cirlene afirmou que duas horas depois de medicado o filho já estava bem. ‘‘A doença assusta, mas se diagnosticada a tempo a cura é rápida’’, disse aliviada.

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