Santo Antônio é um dos mais celebrados durante os festejos juninos. Muito se deve à confecção do tradicional bolo do santo casamenteiro em diversas paróquias. A fé se mostra muito doce para os fieis que não deixam de comprar um pedaço do bolo na esperança de encontrar um santinho no meio da guloseima. A promessa é de ter sorte no amor e arrumar logo um casamento. Embora, a cada ano, as igrejas aumentem a produção de bolos, ainda é pouco diante da imensa procura.
Cinco paróquias de Curitiba vão distribuir 13 toneladas do bolo de Santo Antônio até o próximo domingo. A Igreja do Senhor Bom Jesus, que distribui o bolo há 15 anos, produzirá a maior quantidade do bolo da cidade, 6,5 toneladas com 8 mil santinhos.
O Santuário de Nossa Senhora do Carmo, no bairro do Boqueirão, iniciou a distribuição ontem e até o domingo pretende servir 100 bolos de 50 quilos cada ''recheados'' com 3,5 mil santinhos. A preparação dos bolos iniciou há 15 dias e mobilizou 80 voluntários. Na lista gigantesca de ingredientes estão 300 quilos de farinha de trigo, 500 quilos de açúcar, 10,8 mil ovos, 45 quilos de fermento, 20 quilos de maisena, 20 quilos de coco, três baldes grandes de doce de leite, 180 caixas de chantily e 24 latas grandes de pêssego em calda.
''Esse é o quarto ano que fazemos o bolo e me parece que não vai dar para quem quer, embora a gente tenha aumentado a quantidade'', conta a coordenadora do Bolo de Santo Antônio do Santuário do Carmo, Terezinha Dias, informando que todo dinheiro arrecadado será revertido para as obras do salão social e salas de catequese da igreja. Cada fatia de bolo é vendida a R$ 3,00. As amigas Débora Filther, 55, e Amélia Lourenço, 65, compraram dois pedaços e pretendem comer ainda do bolo que será distribuído, a partir de amanhã, na Igreja do Senhor Bom Jesus, no Centro de Curitiba.
''Não deixo de comprar porque tenho muita fé em Santo Antônio. Ele já me deu muitas graças. Uma vez fui assaltada perto de casa e pedi a ele que eu recuperasse meus documentos. Dias depois, uma mulher do bairro me procurou dizendo que achou todas as minhas coisas na rua'', relatou Amélia.
Já o auxiliar de produção Sandro Lima, 33 anos, encontrou o santinho no bolo, pelo segundo ano consecutivo. ''Logo depois que achei o santinho, em 2008, conheci a mulher da minha vida e ficamos noivos. Foi tudo muito rápido. Vamos nos casar em março do ano que vem. Sou devoto de Santo Antônio e tenho muita fé nele.''

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